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Mostrando postagens com o rótulo Sergipe

Melhores Livros de Cada Estado Brasileiro, Região Nordeste

NORDESTE ALAGOAS Obra: “Vidas Secas” (1938), Graciliano Ramos Sinopse: A crueldade da seca e a vida miserável fazem com que uma família de retirantes sertanejos seja obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas do sertão brasileiro nordestino. O estilo seco de Graciliano Ramos parece transmitira aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão. Pertencente à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, esta é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época. (Amazon) Sugestão do blog: indico a leitura da obra do poeta e romancista alagoano Lêdo Ivo BAHIA Obra: “Capitães da Areia” (1937), Jorge Amado Enredo: Amado escreve sobre meninos abandonados que crescem nas ruas de Salvador e que cometem furtos para sobreviver. O líder do grupo é Pedro Bala, de 15 anos, filho de um estivador que morreu em uma greve. É um romance com forte crítica social. Outras recomendações:Gabriela Cravo e Canela e  Tereza Batista Cansada de Gue...

Memória de Livros, João Ubaldo Ribeiro

Aracaju, a cidade onde nós morávamos no fim da década de 40, começo da de 50, era a orgulhosa capital de Sergipe, o menor estado brasileiro (mais ou menos do tamanho da Suíça). Essa distinção, contudo, não lhe tirava o caráter de cidade pequena, provinciana e calma, à boca de um rio e a pouca distância de praias muito bonitas. Sabíamos do mundo pelo rádio, pelos cinejornais que acompanhavam todos os filmes e pelas revistas nacionais. A televisão era tida por muitos como mentira de viajantes, só alguns loucos andavam de avião, comprávamos galinhas vivas e verduras trazidas à nossa porta nas costas de mulas, tínhamos grandes quintais e jardins, meninos não discutiam com adultos, mulheres não usavam calças compridas nem dirigiam automóveis e vivíamos tão longe de tudo que se dizia que, quando o mundo acabasse, só íamos saber uns cinco dias depois. Mas vivíamos bem. Morávamos sempre em casarões enormes, de grandes portas, varandas e tetos altíssimos, e meu pai, que sempre gostou das últim...

Tia Darci Ouve Vozes, Antonio Carlos Viana

           Quando tia Darci voltou a ouvir vozes, eu não era mais tão criança. Ninguém lhe deu atenção. Diziam que era meio pancada só porque era solteirona. Minha mãe dizia que era falta de homem, que, se ela tivesse um ao lado, ia ver coisas bem mais interessantes, não ia ficar prestando atenção em vozes do outro mundo. Mas eu sentia verdade na voz de tia Darci. Quando ela disse que uma nova prova ia começar para a família, todo mundo ficou nervoso, mas preferiu disfarçar, dizendo que espíritos não voltam, se é que há espíritos. Como tia Darci viu que só eu deixava transparecer confiança em suas palavras, se pegou comigo e me chamava sempre que recebia um recado do além. Eu perguntava como era a voz. Ela dizia que não chegava a ser uma voz assim como quando a gente fala. Era uma coisa que se espalhava dentro dela, que ficava azucrinando e só lhe dava descanso quando ela parava tudo o que estivesse fazendo para escutar. Ela vivia fazendo jejuns e...

Recomendo:Sargento Getúlio.

     Somente agora estou lendo o primeiro sucesso de João Ubaldo Ribeiro: Sargento Getúlio , foi lançado em 1971 e lhe rendeu o prêmio Jabuti do ano seguinte como autor revelação.  Pode-se dizer que todo o livro é um monólogo do Sargento, que antes de aposentar-se recebe a incumbência de levar um preso, desafeto político de um mandão de Paulo Afonso (BA) até Aracaju (SE).         O personagem vai falando do que pensa a respeito do preso, da situação da estrada por onde passa,  do calor, da chuva ou estiagem, dos lugares e pessoas que encontra no trajeto. Vai resmungando e se alimentando de ira, vai contando as brigas e as violências que cometeu,  mistura um assunto com outro, delira, questiona lei e costumes...       Sargento Getúlio é daqueles homens que faz questão de cumprir uma ordem ou uma promessa a qualquer custo.  Foi obrigado a levar  o prisioneiro até Aracaju  ...

Melhores poemas do ano

             Um gaucho,uma portuguesa e um sergipano são os autores das poesias mais acessados do último ano de nossos vidas. Dele, Mário Quintana, de quem é muito difícil escolher algo, o blog foi feliz na postagem de 2ª Canção de Muito Longe ; De Florbela Espanca  reveja Soneto e o sergipano é Cleômanes Campos. Confesso, não conhecia. Bom de ter blog é a quantidade de coisas que a gente aprende, tanto por acaso quanto por pesquisa.  Creio que muitos de vocês também não conheçam, então vale a pena ler Meu Brinquedo Preferido e saber mais sobre Cleômanes Campos.