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Nossas Curvas Sinuosas, Oliveira de Panelas

 Sei que a Fênix das cinzas ressuscita E o deserto acomoda os dromedários... Dá o gato, seus pulos necessários Cada um, ao seu modo, se habilita. Nosso dom, faz a vida tão bonita! Mas falhamos, nas lides dos "contrários:" Divergimos dos pâramos solidários Desprezando o melhor que nos habita! Urge o tempo que a nossa consciência  Dissemine a celeste fluorescência  Desterrando o que temos de "feroz". Nesta prece, que faço em cada verso, Rezo ao MANTRA que paira no Universo  Que restaure o amor em todos nós! João Pessoa, 21/01/23

A Mulher Que Caiu do Céu, Luís Fernando Veríssimo

  1. A mesma ladainha       Começo do dia no apartamento da família Vieira. Dona Margarida, a mãe, acordou mais cedo do que os outros e tenta botar as coisas em movimento, como faz todos os dias. Chama o marido: — Zé Roberto, olha a hora. Chama a filha: — Michelle, tá na hora, minha filha. Chama o filho: — Duda, acorda. Ninguém se mexe. Margarida tem uns 38 anos, Zé Roberto, quarenta e poucos. Michelle, 16, Duda, 11. O apartamento é pequeno, de classe média, mas tem três quartos. Da cozinha, onde começou a preparar o café, Margarida grita: — Zé Roberto, não é hoje que você tem uma reunião na firma? Olha a hora. Margarida entra no quarto do Duda e sacode seu pé. — Duda, tá na hora. Vamos, meu filho. Duda só rosna. Margarida entra no quarto da Michelle e também a sacode. — Michelle, levanta. Aproveita que o banheiro está livre. Michelle só rosna. Margarida volta para o quarto do casal: — Zé Roberto, sua reunião não é importante? Zé Roberto produz uma frase ininteligíve...

Crônica cantada: Chá de Panela - Aldir Blanc

Chá de Panela   Guinga e Aldir Blanc Hermeto foi na cozinha Pra pegar o instrumental : Do facão à colherinha tudo é coisa musical. Trouxe concha e escumadeira, ralador, colher de pau, Barril, tirrina, e peneira - tudo é coisa musical. Me convidou pra uma pinga, meu não pesou com dó, Piscou um olho só, disse que eu tiro a seringa, Que home que não bebe e nega mocotó, Acaba quenga em vez de guinga, se veste de filó Afrouxa o fiofó e o ferrão já nem respira: Encolhe feito um nó E vai ficar menó... Assoprou numa chaleira, bateu numa bacia. Jesus , ave Maria, era uma sinfonia! Secador e geladeira entraram no compasso, Dançou a farinheira, saleiro no pedaço e tudo era coisa musical, Funil mandando: ôi! fogão gritando: uau! Fez um chocalho de arroz e outro de feijão No talo do mamão cortou a fruta que já vi tocá mais doce, Irmão, direto ao coração. Ass...