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Mostrando postagens com o rótulo Milton Nascimento

Releitura de Cálice ( Chico Buarque e Milton Nascimento) por Criolo

Como ir pro trabalho sem levar um tiro Voltar pra casa sem levar um tiro Se as três da matina tem alguém que frita E é capaz de tudo pra manter sua brisa Os saraus tiveram que invadir os botecos Pois biblioteca não era lugar de poesia Biblioteca tinha que ter silêncio E uma gente que se acha assim muito sabida Há preconceito com o nordestino Há preconceito com o homem negro Há preconceito com o analfabeto Mas não há preconceito se um dos três for rico, pai A ditadura segue meu amigo Milton A repressão segue meu amigo Chico Me chamam Criolo e o meu berço é o rap Mas não existe fronteira pra minha poesia, pai Afasta de mim a biqueira, pai Afasta de mim as biate, pai Afasta de mim a coqueine, pai Pois na quebrada escorre sangue, pai Pai Afasta de mim a biqueira, pai Afasta de mim as biate, pai Afasta de mim a coqueine, pai Pois na quebrada escorre sangue Ouça/Veja aqui   

Dona Olímpia, Ronaldo Bastos e Toninho Horta (Intérprete: Milton Nascimento)

Vai e não esquece de chorar Vê se não esquece de mentir Dizer até manhã E não regressar mais Vê se não esquece de sumir É ficou assim, caiu no ar É passou assim, não quer passar Não pára de doer E não vai parar mais Nem de vez em quando vai sarar Me xinga me deixa me cega Mas vê se não esquece de voltar Tentar compreender Quase não falar mais E nem ser preciso perdoar Me xinga me deixa me cega Mas vê Ouça aqui , na voz de Milton Nascimento ________________________________________________________________________________ Olympia Angélica de Almeida Cotta , nasceu em um distrito de Mariana, Minas Gerais, em 1889 . Filha de pais abastados, teve uma vida confortável, em uma época em que poucos tinham a chance de ter o básico para sua sobrevivência. Na juventude, a bela Olympia se apaixonou perdidamente por um estudante do curso de Farmácia, em Ouro Preto.  A família de Olympia, preocupada em preservar o patrimônio e a reputação da filha, proibiu o romance porque o jovem estudante não p...

Negro Nascimento, Rodolfo Aureliano

De uma nação negra Nascimento do Passo Um corpo são O corpo e a mente sã De Edson Pelé Um corpo um arado na terra De uma nação negra Edson Arantes do Nascimento. De uma nação negra Um canto são A alma sã e o cantochão De Milton das Minas Das serras de milho e café A voz voz vinda do fundo da alma De uma nação negra Milton Nascimento. De uma nação negra Um jovem espírito são Não mais santo Pela indignação de toda uma nação Que lamenta nas minas E festeja nos estádios A cor negra da seleção A força do espírito negro De uma nação negra Abdias do Nascimento. De uma nação negra A mais bela América do Sul Embala todo seu povo negro Num frevo negro Num suor que alegra o chão Chão que saúda suado O pé descalço do negro A magia do frevo pernambucano A marca da luta da capoeira O compasso de uma nação negra Nascimento do Passo. (poema de 1978, publicad...

Adeus, poeta Fernando Brant

Da janela lateral do quarto de dormir Vejo uma igreja, um sinal de glória Vejo um muro branco e um vôo pássaro Vejo uma grade e um velho sinal Mensageiro natural, de coisas naturais Quando eu falava dessas cores mórbidas Quando eu falava desses homens sórdidos Quando eu falava desse temporal Você não escutou Você não quis acreditar, mas isso é tão normal Você não quis acreditar e eu apenas era Cavaleiro marginal lavado em ribeirão Cavaleiro negro que viveu mistérios Cavaleiro e senhor de casa e árvores Sem querer descanso nem dominical Cavaleiro marginal banhado em ribeirão Conheci as torres e os cemitérios Conheci os homens e os seus velórios Eu olhava da janela lateral Do quarto de dormir Você não quis acreditar, mas isso é tão normal Você não quis acreditar, mas isso é tão normal Um cavaleiro marginal banhado em ribeirão Você não quis acreditar que eu apenas era... Você não quer acreditar que eu apenas era...

Oração, Milton Nascimento e Fernando Brandt

Pai Nosso que não estás aqui Sacrificado é o vosso povo Humilhados e ofendidos são os nossos homens Deserdados e famintos são os nossos filhos Feridos e estéreis são nossos ventres Aqui, na terra. O pão nosso de cada dia A alegria nossa de cada dia O amor nosso de cada dia O trabalho nosso de cada dia: Venham a nós, voltem a nós De trem, de carro ou navio. Não nos deixei cair em lamentações Mas livrai-nos desse vazio.  Cd: Milton Nascimento & Belmondo Gravadora: Biscoito Fino Ano: 2009

Crônica cantada: Milton Nascimento - Morro Velho

No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver Orgulhoso camarada, conta histórias prá moçada Filho do senhor vai embora, tempo de estudos na cidade grande Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante Não esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho ao deus-dará Quando volta já é outro, trouxe até sinhá mocinha prá apresentar Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá Já tem nome de doutor, e agora na fazenda é quem vai mandar E seu velho camarada, já não brinca, mas trabalha.