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Mostrando postagens com o rótulo Suzana Valença

Somos a Geração Mais Desinformada da História, texto de Suzana Valença ( Apresentando novos blogs)

Consumimos muita mídia, mas lemos pouquíssimas notícias. Passamos mais tempo consumindo mídia do que qualquer outro momento da história humana. Nunca tivemos tanto acesso à informação. Entretanto, nem sempre quantidade quer dizer qualidade. Além de que, algumas vezes, excesso de dados não facilita a comunicação, dificulta. Passamos muito tempo conectados, mas estamos lendo (ouvindo, vendo) cada vez menos notícias. Esta semana, eu estava assistindo a uma aula do professor Thomas E. Patterson. Ele mostrou uma pesquisa na qual jovens foram perguntados sobre notícias do momento. Umas das questões era “quem é o atual primeiro-ministro de Israel?”. Mesmo sendo apresentados a múltiplas alternativas, a maioria dos entrevistados não acertou a resposta. No livro We the People, Patterson explica que estamos passando muito tempo consumindo mídia, mais do que nunca. Mas que a quantidade de alternativas de conteúdo é tanta que muitos acabam não lendo, ouvindo ou assistindo notícias como antes. Por q...

O Que É Dissonância Cognitiva ( ou porque não brigamos sobre pepinos), texto de Suzana Valença

  No livro Utopia para Realistas, que eu amo, o economista holandês Rutger Bregman dá uma ótima explicação sobre o que é “dissonância cognitiva”. O termo foi cunhado por Leon Festinger em 1957, mas está incrivelmente atual hoje em dia. No exemplo de Bregman, a dissonância é o que faz a gente brigar por política, mas… Suzana Valença outubro 11, 2024      No livro Utopia para Realistas , que eu amo, o economista holandês Rutger Bregman dá uma ótima explicação sobre o que é “dissonância cognitiva”.      O termo foi cunhado por Leon Festinger em 1957, mas está incrivelmente atual hoje em dia.      No exemplo de Bregman, a dissonância é o que faz a gente brigar por política, mas não por pepinos. É também o que faz pessoas muito inteligentes ficarem, de repente, muito “burras” para defenderem ideias equivocadas. Bregman explica:      Nenhum de nós é imune ao fenômeno que Festinger descreve: “dissonância cognitiva” é o termo que ...

5 Lições Que Aprendi Com as Minhas Metas de Ano Novo, Suzana Valença

  Eu gosto de fazer metas de ano novo. Já faz muito tempo que eu escrevo listas do que quero realizar, reflito sobre o que eu consegui ou não anteriormente, e penso sobre o que aprendi no processo. Ao longo dos anos, notei que eu cumpro uns 70% das metas. Os outros 30% vão ficando pelo caminho. De 70 em 70, eu fico satisfeita com meu progresso. Notei também que vou me conhecendo melhor, lendo  mais sobre o assunto e entendendo como fazer metas melhores.  É o resultado desses anos de aprendizados que eu quero dividir com você hoje. Não lembro onde li, mas concordei imediatamente, que a vida não pode ser uma longa lista de tarefas a cumprir. Eu gosto das metas, mas entendi que elas têm uma importância parcial. Ou melhor, elas podem ser muito importantes, mas apenas se estiverem em sintonia com o que é realmente significativo para você. Daí vem o primeiro grande aprendizado: 1 - Defina seus valores de vida antes de pensar em metas Eu gosto de usar a meta “ter barriga tanquin...

As Mídias Sociais Não Estão Nos Deixando Mais Solitários, Suzana Valença

  Dentre as várias preocupações que nós temos sobre o tempo que dedicamos à internet, a solidão é uma das mais tristes. No meio da noite, sem conseguir dormir, você pega o celular e começa a passar imagens no Instagram sem prestar muita atenção. Logo, você lembra de algum post sensacionalista que leu em algum lugar e começa a se perguntar se não é verdade:   “as redes sociais estão nos tornando mais solitários?” . Li bastante sobre isso ultimamente e tenho uma boa e uma má notícia. A boa notícia é que não, o Facebook e o Twitter não estão criando um sentimento de solidão. A má notícia é que o problema pode ser ainda mais grave. Em um capítulo sobre conexões virtuais no livro  The Friendship Cure , a jornalista  Kate Leaver  resume a questão: “Colocar toda a culpa na porta de Mark Zuckerberg porque ele inventou o Facebook em 2004 é simplista e inútil. Eu acredito que  nossa solidão é mais profunda do que a mídia social  e é causada por uma miríade de fa...

Newsletter Simpática e Instigante

  Como ganhei seguidores sem postar nada O título deste email não tem nada a ver com a vibe da news, mas foi isso mesmo que aconteceu.   Não posto nada no meu instagram profissional desde 7 de setembro, mas continuei ganhando seguidores no ritmo de sempre.   O “segredo” foi que, apesar de não postar, eu continuei interegindo. Quis trazer para cá essa historinha só para dividir com você uma angústia que eu tenho com o mundo do marketing digital e talvez também com a vida: estamos pensando em mil estratégias para chamarmos atenção e nos esquecendo de dar atenção para os outros? Eu não sei a resposta, mas estou sentindo falta de conversas que sejam verdadeiras trocas, especialmente online. Vocês também têm essa agonia? Como resolvem? Socorro! Ainda nesse tema, lembrei que há alguns anos escrevi sobre como  a gente levou para a vida pessoal essa coisa de ter que ganhar mais seguidores  que, na verdade, só faz sentido para empresas (e olhe lá). Noooosa, acabei de lem...

Estamos Viciados em Ódio? Suzana Valença

Na impossibilidade de encher a paciência das pessoas ao vivo, lotei minhas redes  sociais de posts sobre o livro Comunicação Não-Violenta. Fiquei até surpresa com as reações de interesse pela ideia. Em geral, sempre que eu falo sobre conversar com calma, sou ignorada. Acho que estamos viciados em ódio e se eu venho com um papinho de empatia, as pessoas se seguram para não jogarem pedra em mim (virtualmente). Eu acho o ódio do brasileiro plenamente justificado. Se você não está com raiva, você não está bem do juízo. O que eu repito, entretanto, é que estamos brigando errado. E o jeito certo parece estar no livro que eu não consigo parar de citar. Aliás, se teve uma pessoa que eu aluguei muito com essa conversinha foi minha amiga Ju Holanda. Ela está fazendo doutorado na Inglaterra (chique demais) e me ouviu por horas e horas, me ajudando a direcionar minhas elucubrações. Quando eu era pequena e brigava com o meu irmão, nossa avó tinha o hábito extremamente irritante de simplesmente...

Por que Seres Humanos Não Mudam de Ideia Mesmo Quando Estão Errados? Suzana Valença

       Você está conversando com um grupo de amigos e um deles começa a defender algum argumento político completamente errado. Mas não uma ideia que é ruim porque você acha que ela é ruim. Algo errado mesmo. Então você apresenta os dados científicos, históricos e estatísticos para provar que aquela ideia não está certa. A pessoa não se convence. Você começa a perder a paciência.   “Não é uma questão de opinião, é um fato”. Mas a pessoa insiste. Apela para o “isso é fake news”. O que você faz? Cientistas explicam porque é tão difícil mudar de ideia mesmo sabendo que elas estão erradas Clay Johnson, no livro  A Dieta da Informação , fala sobre como  quanto menos um argumento político é baseado em fatos, mas difícil é mudar esse argumento usando fatos.  Não é louco isso? Pensamos que é o contrário, mas não é. Se eu estou decidindo em que restaurante ir, mas não conheço muito nenhum deles, quanto mais eu souber sobre os estabelecimentos mais minha o...

Recomendo o Blog: Como Conversar Com Seres Humanos

 A jornalista Suzana Valença, tem um blog bem legal.  Em Como Conversar Com Seres Humanos , ela fala de Cancelamento ,   Luta contra o racismo ,    Empatia , Ser ouvinte...  Coisinhas de nosso dia a dia sobre as quais poderíamos pensar melhor.

Bateu Vontade de Ler: Deixem Falar As Pedras, Davi Machado

     Não bastasse a fila de livros que tenho para ler, fui apresentada por minha filha e esse autor português de quem nunca tinha ouvido falar.  Vício em livros e curiosidade são uma combinação perfeita. Bateu vontade de ler e, que breve vou na casa dela buscar em prestado.  Que jeito? Esse livro é sobre verdade, mas não necessariamente A verdade. Um velho talvez já caduco conta uma história de décadas passadas para um adolescente que talvez esteja, mentalmente, exagerando tudo que ouve. Talvez. . Deixem Falar as Pedras pergunta quantas verdades podem existir. O que os fatos significam para cada pessoa, como cada um os entende, as diferentes possíveis interpretações da mesma história, e como a memória (afetiva ou real) pode mudar tudo. . O velho conta ao neto o passado ocorrido durante a ditadura em Portugal. Daí, como nós sabemos bem, entram em jogo também as mentiras fabricadas e as versões mal contadas que movem regimes assim. . O que realmente aconteceu? Tem...

Você Não Deve Ser Feliz o Tempo Todo, Suzana Valença

Anotei em um lugar visível para não esquecer: existem diferentes tipos de felicidade . No fim de dezembro e começo de janeiro, desejamos “feliz ano novo”, mas o que queremos dizer com “feliz”? Uma das formas de felicidade é a eudaimonia que, resumidamente, pode ser entendida como um sentimento de realização. Na newsletter de Austin Kleon , semana passada, ele recomendou um artigo do The Guardian que falava sobre um equívoco que cometemos quando pensamos sobre felicidade. O texto , assinado pelo colunista Oliver Buckerman, traz a proposta de trocarmos alegria por realização em alguns momentos. Ele diz: “Quando estiver assustado com uma escolha de vida, escolha “alargamento” em vez de felicidade. Estou em dívida com o terapeuta junguiano James Hollis pelo insight de que as principais decisões pessoais não devem ser feitas perguntando: "Isso me deixará feliz?", mas sim, "Essa escolha me aumentará ou me diminuirá?" . Somos terríveis em prever o que nos deixará felizes...

Preste Atenção No Que Você Presta Atenção, Suzana Valença

O nosso olhar pode focar em diferentes objetos, com variadas intensidades. O que focamos determina aonde vamos, com que sentimento e porquê. Então, é importante pensar sobre onde colocamos nossa atenção. Olhar para as estrelas Dia desses, meu amigo Sérgio Mendonça enviou uma de suas ótimas newsletters . Naquela edição ele falou sobre olhar. Ele contou a história do astrônomo Robert William que, em 1995, teve uma ideia meio maluca. O que será que aconteceria se ele apontasse as poderosas lentes do telescópio Hubble para… o nada?  Em um literal ajuste de foco, William acabou descobrindo e fotografando um ponto no espaço que ficou, depois, conhecido como Hubble Deep Field. Lá, mais de 3 mil galáxias e estrelas foram identificadas. Não é incrível? Olhar para o que está mais perto Por coincidência, no dia que li a news de Sérgio, eu estava lendo sobre um cara chamado Antonie van Leeuwenhoek e a história dele era também sobre onde focamos nosso olhar. ...