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Mostrando postagens com o rótulo Jessier Quirino

Coco do Pé de Manga, Jessier Quirino

As mangueiras tão de luto E as mangas de sentimento Derrubaram um pé de manga Pra fazer um apartamento. Um pé de manga Um pé de cupuaçu Um pé de jaca, um pé de coco E lindo pé de caju. Como é que pode Tamanho descabimento Derrubar um pé de manga Pra fazer um apartamento.   Um pé de manga Um pé de jaca e um pé de pinha De pitomba e graviola Daquela bem papudinha. Como é que pode Um cabra sem atributo Derrubar um pé de jaca Pra fazer um viaduto. As jacas de sentimento E as jaqueiras tão de luto Derrubaram um pé de jaca Pra fazer um viaduto. Um pé de jaca Um pezinho de romã Jambeiro, tamarinheiro Banana prata e maçã. Como é que pode Um cabra sem-vergonhento Derrubar um pé de jambo Pra fazer um apartamento.  Os jambeiros tão de luto E os jambos de sentimento Derrubaram um pé de jambo Pra fazer um apartamento. Um pé de jambo Um lindo pé de canela Sapoti, coisa mais bela E um pé de maracujá. É de lascar... Um pé de lima carregado Abacateiro florado Q'eu não posso nem lembrar. Letra ...

Crônicas da MPB: Bolero de Isabel, Jessier Quirino

Bolero de Isabel, Clique aqui para ouvir a música Interpretação: Xangai É um nó dado por São Pedro Desarrochado por São Cosme e Damião É u'a paixão, é a sensação de um repente Igual ao quente do miolo do vulcão Quer ver o bom, é o aguado quando leva açúcar É ter a cuca açucarada num beijo roubado É o pecado confessado ao Mestre Sereno Levar sereno num terreiro bem enluarado É o pinicado do chuvisco no chão pinicando Ficar bestando c'um inverno bem arrelampado É o recado da cabocla um beijo mandando Tá namorando a cabocla do recado. Quer ver desejo, é o desejo tando desejando E a lua olhando este amor na brecha do telhado É o rodeado do peru peruando a perua É a canarinha galeguinha cantando o canário Zé do Rosário bolerando com Dona Isabel Dona Isabel bolerando com Zé do Rosário Imaginário de paixão voraz e proibida Escapulida, proibida pro imaginário Quer ver cenário é o vermelho da auroridade É a claridade amarelada do amanhecer É ver corre...

Poesia matuta: Jessier Quirino

Lua de Tapioca Jessier Quirino Quando a lua se faz de tapioca Com a goma e o coco a me banhar Sinto meu coração corcovear Por estar no abandono abandonado E sozinho que nem boi de arado Me avermelho que é ver flor de quipá E se algum alegreiro me jogar Tanto assim de alegria, eu arrenego Porque fico que nem olho de cego Que só serve somente pra chorar. É a lua acendendo a lamparina E meu facho de luz a se apagar Com as bochecha chorada a se chorar Taliquá mamão verde catucado Mas porém, sinto meu peito caiado Quando vejo de longe o riso teu Igualmente a um morrido que viveu Peço que teu socorro não demore E que só minha fala te sonore E que dentro de ti só more eu.