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Mostrando postagens com o rótulo resenha

O Retrato, Charlie Lovett - resenha.

Recebi o livro  O retrato , do autor  Charlie Lovett , publicado pela  Editora Novo Conceito  e confesso  que foi uma escolha às escuras. Não sabia ao certo o que iria encontrar na trama e até que achei uma leitura razoável… Mas… oras, o livro não é bom? É sim, mas não chego a classificá-lo como um dos melhores livros que li na vida, mas para leitores que buscam romance com uma pitada de mistério e idas e vindas em épocas diferentes, é um livro que vai satisfazer quem se adentrar em sua história… Vamos lá… Peter Byerly  é um amante de livros que perdeu sua esposa recentemente,  Amanda . É um homem inseguro, que só conseguia se envolver e interagir socialmente quando a mulher estava por perto, ela era seu porto seguro, e depois de sua morte, ele resolveu se isolar completamente e apenas em seus livros conseguia anestesiar sua dor… Até que de repente, ele se depara com uma fotografia antiga, dentro de um livro raro, e a mulher da foto parecia Amanda. Em ...

A Porta, Magda Szabó - resenha de Angelica Lino para a Revista Bula

Enquanto folheava o catálogo de clássicos esquecidos de uma pequena editora em Paris, o editor italiano Roberto  Calasso (1941-2021) encontrou um nome do qual jamais se esqueceria. Ele começou a ler o romance “Rebeldes’’ e percebeu que estava diante daquelas descobertas raras, a grande sorte dos editores. Após 50 anos de vácuo editorial, o autor húngaro Sándor Márai foi colocado no seu devido lugar, ao lado de Joseph Roth, Musil, Thomas Mann e Kafka. A chegada no Brasil do romance “A Porta’’ (Intrínseca, 256 páginas), da escritora húngara Magda Szabó também tem a luz de um grande acontecimento. Publicado em 1987, na Hungria, o livro só alcançou o lugar de destaque internacional após ser traduzido para o inglês em 2005 e entrar, dez anos depois, na lista dos Melhores Livros de 2015 do “The New York Times”. “É surpreendente que esta obra prima tenha sido essencialmente desconhecida para os leitores de língua inglesa por tanto tempo. . . basta dizer que fui assombrado por este romance...

O Conto da Aia, resenha de Suzana Valença

O Conto da Aia faz pensar sobre os mecanismo da opressão No começo do livro, conhecemos uma mulher sem nome. Ela vive como empregada de uma família e é obrigada a seguir uma série de ações diárias. The Handmaid’s Tale , ou O Conto da Aia , em português, começa mostrando só isso mesmo, a rotina sem graça da protagonista. Mas é, na verdade, uma história bem mais ampla e provoca o leitor a pensar sobre os artifícios usados para oprimir pessoas. Neste caso, mais especificamente, as mulheres. O livro não oferece uma grande narrativa. Toda a trama vai se revelando enquanto a personagem fala dos seus dias. Mas, à medida que a mulher conta o que acontece ao seu redor e suas (poucas e estranhas) interações com as outras pessoas, vamos descobrindo que há algo de muito errado no mundo onde ela vive. O mundo distópico da handmaid Após alguns capítulos, a história começa a dar saltos no tempo que explicam o que está acontecendo. Os pulos fazem a trama v...