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Mostrando postagens com o rótulo O Livro dos abraços

A Origem do Mundo,Eduardo Galeano

                               A guerra civil da Espanha tinha terminado fazia poucos anos, e a cruz e a espada reinavam sobre as ruínas da República. Um dos vencidos, um operário anarquista, recém-saído da cadeia, procurava trabalho. Virava céu e terra, em vão. Não havia trabalho para um comuna. Todo mundo fechava a cara, sacudia os ombros ou virava as costas. Não se entendia com ninguém, ninguém o escutava. O vinho era o único amigo que sobrava. Pelas noites, na frente dos pratos vazios, suportava sem dizer nada as queixas de sua esposa beata, mulher de missa diária, enquanto o filho, um menino pequeno, recitava o catecismo para ele ouvir.      Muito tempo depois, Josep Verdura, o filho daquele operário maldito, me contou. Contou em Barcelona, quando cheguei ao exílio. Contou: ele era um menino desesperado que quer...

Entrevista com Eduardo Galeano

Em 1998, entrevistei a escritora Rachel de Queiroz (1910-2003) e ela me confessou sentir “antipatia mortal” por   O Quinze , o clássico da literatura brasileira que publicou aos 20 anos, em 1930, e que, desde então, seria sua “obra mais importante e mais popular” (tudo quanto é enciclopédia se refere assim ao livro). O mesmo acontece com   As Veias Abertas da América Latina   e o escritor uruguaio Eduardo Galeano.  Publicado em 1971, quando Galeano tinha 30 anos, a obra até hoje o persegue. É sempre nomeado como “o autor de   As Veias Abertas… “, o que, pelo visto, o incomoda   – mesmo porque tem mais de 30 livros além dele. Imagem: Fábio Pozzebom/A.B Na entrevista coletiva que deu na sexta-feira 11 em Brasília, onde veio para ser o escritor homenageado da   2ª Bienal do Livro e da Leitura , Galeano ouviu provavelmente a milionésima pergunta sobre  Veias Abertas . “Faz 40 anos que você escreveu  As Veias Abertas da América Latina . ...

O Livro dos Abraços e Almas Gêmeas

O Livro dos Abraços - Eduardo Galeano- Tratar a memória como coisa viva, bicho inquieto: assim faz Eduardo Galeano quando escreve. Ele mostra que a história pode - e deve - ser contada a partir de pequenos momentos, aqueles que sacodem a alma da gente sem a grandiloqüência dos heroísmos de gelo, mas com a grandeza da vida. Assim é o "Livro dos Abraços ".O que de melhor ouviu ele transforma em livros como este, onde lembra como são grandes os pequenos momentos e como eles vão se abraçando, traçando a vida. Este livro foi deixado no capô de um carro estacionado na frente de um bar de um bairro da zona oeste de Recife. Alma Gêmea - Mônica Buonfiglio - Este livro foi deixado numa poltrona da sala 4 dos cinemas Multiplex -Shopping Boa Vista.