Francisco Teixeira de Souza Pontes, galho bastardo duns Souza Pontes de trinta mil arrobas afazendados no Barreiro, só aos trinta a dois anos de idade entrou a pensar seriamente na vida. Como fosse de natural engraçado, vivera até ali à custa da veia cômica, e com ela amanhara (conseguira) casa, mesa, vestuário e o mais. Sua moeda corrente era micagens, pilhérias, anedotas de inglês e tudo quanto bole com os músculos faciais do animal que ri, vulgo homem, repuxando risos ou matracolejando gargalhadas. Sabia de cor a Enciclopédia do Riso e da Galhofa, de Fuão Pechincha, o autor mais dessaborido (insípido) que Deus botou no mundo; mas era tal a arte do Pontes, que as sensaborias (conversa enfadonha) mais relambórias (sem graça) ganhavam em sua boca um chiste raro, de fazer os ouvintes babarem de puro gozo. Para arremedar gente ou bicho, era um gênio. A gama inteira das vozes do cacho...