Toquei a campainha. Meu neto Pedro abriu a porta e já foi anunciando: “Papai tá todo cagado.” Pensei logo numa tragédia alimentar. “Ele comeu o quê?! “foi Mateus!” De fato. João, meu filho, pai dos dois, Pedro e Mateus, tava que era cocô só, da cabeça aos pés. “Não disse?”, tripudiou Pedro diante da cena. E Mateus, o cagão, no trocador de fraldas, rindo, cara-de-não-tô-nem- aí. Pedro tem quase cinco anos; Mateus, dois meses. João tinha acabado de limpar a bunda dele, passando creme, talquinho, essas coisas, pra botar a fralda nova. Quando suspendeu pelos pés, bunda pra cima – ou seja, posição de tiro – o artilheiro disparou. Duas rajadas. As duas na mosca. João é um pai arretado. Minha nora Juliana não deve ter queixa=as dele nessa área, acho eu. Noutras, não sei. No dia em que Mateus nasceu, João entrou de férias. E de resguardo. Cada mamada, é ele quem pega Mateus no ...