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Mostrando postagens com o rótulo coragem

Nobel da Paz 2021: Jornalistas Maria Ressa e Dmitri Muratov

 OSLO - O  Prêmio Nobel da Paz  de 2021 foi concedido nesta sexta-feira, 8, para os jornalistas  Maria Ressa , das Filipinas, e  Dmitri Muratov , da Rússia, pela "contribuição essencial de ambos para a liberdade de expressão e pelo jornalismo em seus países". A academia afirmou que Ressa e Muratov receberam o Nobel da Paz "por sua corajosa luta pela liberdade de expressão nas Filipinas e na Rússia" e que a liberdade de expressão "é uma condição prévia para a democracia e para uma paz duradoura". "[Os laureados] são representantes de todos os jornalistas que defendem este ideal em um mundo em que a democracia e a liberdade de imprensa enfrentam condições cada vez mais adversas", afirmou a entidade responsável pelo prêmio Nobel. "O jornalismo gratuito, independente e baseado em fatos serve para proteger contra o abuso de poder, mentiras e propaganda de guerra. O comitê norueguês do Nobel está convencido de que a liberdade de expressão e a lib...

O Pastor e o Leão, fábula de Monteiro Lobato

Um pastorzinho, notando certa manhã a falta de várias ovelhas, enfureceu-se, tomou da espingarda e saiu para a floresta. - Raios me partam se eu não trouxer, vivo ou morto, o miserável ladrão das minhas ovelhas! Hei de campear dia e noite, hei de encontrá-lo, hei de arrancar-lhe o fígado... E assim, furioso, a resmungar as maiores pragas, consumiu longas horas em inúteis investigações. Cansado já, lembrou-se de pedir socorro aos céus. - Valei-me, Santo Antônio! Prometo-vos vinte reses se me fizerdes dar de cara com o infame salteador. Por estranha coincidência, assim que o pastorzinho disse aquilo apareceu diante dele um enorme leão, de dentes arreganhados. O pastorzinho tremeu dos pés à cabeça; a espingarda caiu-lhe das mãos; e tudo quanto pôde fazer foi invocar de novo o santo. - Valei-me, Santo Antônio! Prometi vinte reses se me fizésseis aparecer o ladrão; prometo agora o rebanho inteiro para que o façais desaparecer. Moral da história: No momento do perigo é que...

Colette, Uma Mulher Que Virou a Mesa.

      Ontem assisti ao filme Colette* julgando ser uma ficção. Foi uma surpresa  saber que era a biografia de uma mulher talentosa que foi roubada e escravizada por um homem inescrupuloso e machista. Apesar  da tristeza de vez uma relação tão ruim, acabei por sentir orgulho de escritora Gabrielle Colette, por ter virado a mesa e marcado a época e a cidade com seu próprio nome.  Vou procurar livros dela com certeza. Sobre Gabrielle Colete, leia a matéria abaixo: A escritora francesa Gabrielle Colette faz aniversário no dia 28 de janeiro. Com uma trajetória vanguardista em meio à sociedade conservadora de Paris no século passado. Ela passou anos na sombra do marido, até o momento em que subverteu as regras do machismo da época e se tornou uma das principais figuras lutando pelo reconhecimento feminino. Primeiros Trabalhos Colette chegou em Paris ao final do século XIX. Menor de idade, casou-se com o crítico e escritor Henry Gauthier-Villars. Durante o re...

Dia das Mães: Vó Eduarda, Marcius Malhem

Neste dia das mães eu quero falar sobre a mãe da mãe da minha mãe - também conhecida como minha bisavó. Para mim, vó Eduarda.      Ela morreu quando eu tinha 16 anos , em 1988. Até meus 8 anos eu dormia muito na casa dela. Tempo suficiente para que a vpz com sotaque daquela velhinha portuguesa que cheirava a leite de Rosas nunca mais  saísse de minha memória.      Lembro também, do Toddy gelado pela manhã, da farofa de ovos no almoço e do caqui no lanche.      Ela chamava rabanada de "orelha de português", e me ajudava a pegar romã no pé com um bambu.      Vovó era diabética  e se aplicava injeções de insulina mais de uma vez ao dia, na veia, amarrando o próprio braço. Antes ela fazia um teste para ver o nível de glicose, que consistia em urinar num tubo e pingar um reagente. Decorei que, se o líquido ficasse azul, da cor dos olhos dela, estava tudo bem.      O dia...

Crônica - cantada: O Autor da Natureza, Zé Vicente da Paraiba

O que prende demais a minha atenção É o touro raivoso numa arena Uma pulga do jeito que é pequena Dominar a bravura de um leão Na picada ele muda a posição Pra coçar-se depressa e com certeza Não faz uso da unha nem da presa Se levanta da cama e fica em pé Tudo isso provando como é Poderosa e suprema a natureza Admiro demais um beija-flor Que com medo da cobra inimiga Só constrói seu ninho na urtiga Recebendo lição do criador Admiro a coragem de um condor Que nos montes rochosos come a presa Urubu empregado da limpeza ...