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Mostrando postagens com o rótulo Getúlio Vargas

Assim Começa a Leitura de Março no Clube Livro Errante

  E tinha muito mais: atônitos, descobrimos que nos arquivos federais em Berlim está guardado um documento antes secreto, com o título “Guayana-Projekt”, no qual o especialista em Amazônia e Untersturmführer da SS, Schulz-Kampfhenkel, recomenda explicitamente a invasão e a conquista da Guiana Francesa. Para ele, não era aceitável que a Inglaterra tivesse a Guiana, com sua capital Georgetown; que a Holanda fosse dona do Suriname; nem que os franceses possuíssem a Guiana Francesa, com sua capital Caiena, enquanto a Alemanha não tinha nenhuma base naquela região tão estratégica e rica em minerais. “A tomada das Guianas é uma questão de primeira importância por razões político-estratégicas e coloniais”, afirma ele. Em carta ao Reichsführer da SS, Heinrich Himmler, de 26 de abril 1940, Kampfhenkel dá ainda a receita para a fácil conquista daqueles territórios: a aliança com os indígenas e o aproveitamento das boas relações com o Brasil, cujo presidente, Getúlio Vargas, segundo ele, seri...

Marchinhas de Carnaval: verdadeiras crônicas de costumes

A pedido dos foliões carnavalescos do cordão Rosa de Ouro, em 1899, a já célebre compositora  Chiquinha Gonzaga  compôs a  marchinha  "Ó abre alas", a primeira música especialmente feita para animar o carnaval. Descendente das marchas militares e das marchas populares portuguesas, as marchas-ranchos - como passaram a ser chamadas por animarem os blocos ou ranchos de foliões - acabaram se consagrando como gênero carnavalesco por excelência, prevalecendo até sobre o samba entre as décadas de 1920 e 1960, quando entraram em relativo declínio. Porém, nunca chegaram a desaparecer, e até hoje animam festas de carnaval em todo o país. Letra e música Não é difícil explicar a atração que as marchinhas de carnaval exercem sobre o grande público: compasso binário, andamento acelerado e melodias simples cativam rapidamente o ouvinte, ao mesmo tempo que as letras - debochadas, irônicas, ambíguas ou sensuais - são fáceis de entender e memorizar. De fato, as marchinhas eram cr...

Dossiê Drummond,Geneton Moraes Neto.

No último fim de semana, terminei de ler Dossiê Drummond , de Geneton   Moraes   Neto . Depois de ver, numa entrevista, que o livro não se tratava de mais uma antologia do poeta e como Geneton tem crédito comigo, comprei o livro.   Pra quê?   Tive que   ir até altas horas porque não consegui desgrudar.   O autor fez uma longa entrevista com C.D.A, a última dada pelo poeta,   e é essa entrevista que conduz o livro.   Conduz, não pensem que é só da entrevista que consta a obra. Não.   Geneton coloca a poesia que for citada ou trecho da poesia a que se refere o trecho da conversa tida;   Entremeia com explicações sociais   quando são necessárias.   No dossiê constam depoimentos de pessoas muitíssimo próximas a Carlos Drummond de Andrade,   que deixam suas impressões a respeito de um Drummond, que nós não conhecemos. Boas e más também, afinal o poeta não era, nem queria parecer, um deus.        ...