Presságios 1 Juca Mulato sofre. Em cismas se aquebranta. Uma viola geme, uma voz triste canta: "Antes de amar eu dizia: para cortar na raiz esta constante agonia preciso amar algum dia, amando serei feliz". "Amei... desventura minha! Quis curar-me e piorei. O amor só mágoas continha e aos tormentos que já tinha, novos tormentos juntei". 2 A cantiga, a gemer, nos ecos agoniza. A vaga sugestão dessa angústia imprecisa contamina-lhe a dor que o tortura sem pausa. Juca sofre... Por que? Não advinha a causa. Só sabe que, em seu peito, o olhar amado e langue, deixa um rastro de luz como um rastro de sangue... Tornou-o, pouco a pouco, a imensa dor que o oprime, pálido como a cera e magro como um vime. Tem olheiras cercando os grandes olhos lassos cor do manto que traz Nosso Senhor dos Passos quando carrega a cruz na procissão das Dores no mais tristonho andor de todos os andores... Mas por que sofre assim? Talvez mesmo an...
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