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Mostrando postagens com o rótulo Corinthians

No Tempo da Balas Futebol, Roberto Pompeu de Toledo

                          Pode haver futebol sem as Balas Futebol? Dada a gravidade da questão, vai-se repetir a pergunta: "Pode haver futebol sem as Balas Futebol?". A resposta, por mais frustrante, é que sim, pode. Com mágoa e tristeza, reconheça-se que pode. O mundo é cruel o suficiente para permitir que o futebol prossiga sua carreira vitoriosa, mesmo sem as Balas Futebol.                                         Mas algo se perdeu no meio do caminho. Algo do encanto se quebrou. Esclareça-se ao leitor desavisado o que eram as Balas Futebol. Eram balas que traziam, junto, figurinhas com as estampas dos craques dos diferentes times. Adquiria-se um álbum e ia-se colando nele as figurinhas.              Talvez as gloriosas Balas Futebol não tenham sido as únicas do gênero. Álb...

Sócrates, Antonio Falcão

Imagem do Google Ele foi a antítese do bom atleta: era contra treinos individuais ou coletivos e abstinência - sobretudo de sexo, álcool, fumo, noitada e viola (que tocava). Até o seu nome fugia do convencional: Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira. Fez medicina enquanto jogava, expôs-se em política e via o binômio cartola-jogador da ótica das relações de trabalho. Deu-se à cidadania com afinco, sendo intransigentemente solidário com os colegas. Para empregar o termo típico da inútil e néscia ditadura militar brasileira, Sócrates era subversivo. Todavia, do ponto de vista estritamente democrático, um cordial e saudável subversivo - utilíssimo à humanidade.      Por acaso, ele nasceu em Belém do Pará a 19 de fevereiro de 1954 e se criou na paulista  Ribeirão Preto, onde aos 16 anos atuava no Botafogo Futebol Clube. Aos 18, na escola de medicina, Sócrates soube conciliar o curso escolhido com a vida de craque. Desde aí, atraídos pe...