O que é que pode fazer o homem comumNeste presente instanteSenão sangrar tentar inaugurarA vida comovidaInteiramente livre e triunfante
O que é que eu posso fazer com a minhaJuventudeQuando a máxima saúde hojeÉ pretender usar a voz
O que é que eu posso fazerUm simples Cantador das coisas do porãoDeus fez os cães da rua pra morder vocêsQue sob a luz da LuaOs tratam como gente é claroAos pontapés
Era uma vez um homem e seu tempoBotas de sangue nas roupas de LorcaOlho de frente a cara do presente e seiQue vou ouvir a mesma história porcaNão há motivo para festaOra esta eu não sei rir a toaFique você com a mente positivaQue eu quero a voz ativaEla é que é uma boa
Pois sou uma pessoaEsta é minha canoaEu nela embarco
Eu sou pessoaA palavra pessoa hoje não soa bemPouco me importa
Não você não me impediu de ser felizNunca jamais bateu a porta em meu narizNinguém é genteNordeste é uma ficçãoNordeste nunca houveNão eu não sou do lugarDos esquecidosNão sou da naçãoDos condenadosNão sou do sertãoDos ofendidosVocê sabe bem
Conheço o meu lugarConheço o meu lugarConheço o meu lugarConheço o meu lugar
Album: Dois é Demais 1978

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