Pular para o conteúdo principal

Fliporto 2011 - programação dia 11 de novembro

Fliporto 2011 - tema: Oriente

O Congresso Literário da Fliporto 2011 amplia o diálogo e se pluraliza ainda mais, trazendo para o centro das conferências e dos debates a riqueza dos Orientes, especialmente aqueles que habitam o cerne da cultura ibero-americana. Mas não se limita a isso. Quer trazer o relato vivo de alguns dos mais importantes escritores da atualidade. Autores da Palestina e do Paquistão, de Israel e do Líbano, da Índia e da China, Turquia, Japão se encontrarão para mostrar a inseparável ligação da literatura e a realidade. E nessa rica urdidura, de fio a pavio nessa festa as intuições e reflexões de Gilberto Freyre, o escritor que ultrapassou as fronteiras dos gêneros, dos tempos e das convenções.
(do site da Fliporto)
PROGRAMAÇÃO DO CONGRESSO LITERÁRIO
11 DE NOVEMBRO
19h:
Deepak Chopra Conferência de abertura
“Cura, transformação e consciência”.

11 de novembro
Eco Fliporto 

Instituto Histórico de Olinda, 214, Carmo – Olinda/PE
Horário: das 10h às 21h
Vagas disponíveis p/ oficinas: 20 (apenas o jogo aprendendo sobre florestas que são apenas 12 vagas)

18h | 19h – Oficina: Como cultivar mudas de Baobá, com Gilberto Vasconcelos (Público: Livre)
19h | 21h – Jogo: Baobá dos Sonhos, com Bárbara Galvão (Público: Livre)
19h | 21h – Exposição: Pernambuco, Jardim de Baobás
19h | 21h – Lançamento: Cartilha – “Florestas – uma palavra, muitos valores”, com CPRH

11 de novembro
Casa Brasil
Local: Mercado da Ribeira – Rua Bernardo Vieira de Melo, s/n
Entrada: Franca.

19h – Abertura da exposição “Caminho do Sol Nascente” de Christina Oiticica
Em 2009, a artista pintou 15 telas inspiradas no artista japonês Ito Jakuchu (1716 – 1800). O trabalho foi desenvolvido ao longo Caminhode Kumano Kodo, onde ela enterrou os quadros para que sofressem ação da natureza. A rota é considerado sagrada para os taoístas e budistas, tal como o Caminho de Santiago é para os cristãos.

11 de novembro
Casa UBE

16h00 Abertura da programação da casa UBE
Pronunciamentos Alexandre Santos,
Antônio Campos
Eduardo Côrtes

16h30 Apresentação  Vocal Vozes da Casa Rosada.

Porto Poesia
Local: Fortim do Queijo, Tribuna Livre e ladeiras de Olinda
Produção Cultural e Artística: Mônica Silveira
Entrada: Franca.
  • 21h – Espetáculo Poético Vozes femininas
  • 22h30: Tarin Spilmann e Up Daw Band Orquestra

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Chove Chuva, conto de Dalton Trevisan( 14/6/1925 - 9/12/2024)

      A fumaça da chuva sobe pela chaminé das casas e se espalha sobre a cidade. Um fio de silêncio cai de cada gota. As gatas dengosas se viram de costas para dormir. Chove chuvinha, um lado da palmeira nunca se molha.      A casa das formigas não tem porta, e quando chove, não se afogam? Piam milhares de pardais entre as folhas do chorão. Não existe melhor conchego que um barzinho. Nada como a meia grossa de lã. Apaixonadas ou não, mocinhas espirram na fila do ônibus.      Neste instante há no mínimo três mil pessoas infelizes com o sapato furado. Basta que não chova eu me chamo Felipe, o Belo. Como pisar na lama, garotas da várzea, sem sujar as sapatilhas? Orelhas de piás são puxadas por brincarem na chuva. Os mascates que vendem maçã na rua, em desespero comem as maçãs?      Não estivesse chovendo eu teria sete filhos.      Guardas de trânsito abrem os braços na esquina e apitam: por que choves, Senhor? Chove...