Esta quadrinha foi escrita pelo autor em 1945, quando Salazar em Portugal prometeu "eleições tão livres como na livre Inglaterra".
Ao sentir tremer o trono,
P'ra o mundo não fez segredo:
Prometeu, talvez por medo,
Que dava o seu a seu dono
Este sujeito é capaz
De nos fazer mil promessas...
Mas faz-nos tudo às avessas
Das promessas que nos faz!
Mas eu não sou quem procuras...
Sei, contra tua vontade,
Que me mentes, quando juras
Que me dizes a verdade.
Prometem ao Zé Povinho
Liberdade, Lar e Pão...
Como se o mundo inteirinho
Não soubesse o que eles são.
Em: "Inéditos", António Aleixo
Ed. de Vitalino Martins Aleixo (filho do poeta), Loulé 1978
Fonte: Uivemos Juntos
Ao sentir tremer o trono,
P'ra o mundo não fez segredo:
Prometeu, talvez por medo,
Que dava o seu a seu dono
Este sujeito é capaz
De nos fazer mil promessas...
Mas faz-nos tudo às avessas
Das promessas que nos faz!
Mas eu não sou quem procuras...
Sei, contra tua vontade,
Que me mentes, quando juras
Que me dizes a verdade.
Prometem ao Zé Povinho
Liberdade, Lar e Pão...
Como se o mundo inteirinho
Não soubesse o que eles são.
Em: "Inéditos", António Aleixo
Ed. de Vitalino Martins Aleixo (filho do poeta), Loulé 1978
Fonte: Uivemos Juntos
Imagem: estátua em frente ao Bar Calcinha frequentado pelo autor, na cidade de Loulé, no Algarve.

Muito atual.
ResponderExcluir