Abril, se a flor se abrir esplendorosa
sob o constante ou intermitente gume
do sol, se o dia que as delícias goza
da flor o seu mistério e o seu perfume
trouxer a cor de mais nuançada rosa
se a alegria acender, enfim, seu lume
se a paixão for cantada em verso e prosa
e se o luar - como antes, de constume-
voltar a sua face e o seu fulgor
aos namorados, como antigamente
eu cantaria ainda aquele amor
e confessá-lo-ia intimamente
ao teu ouvido... Seja como for
abril se abriu de novo, abril não mente.
Em: Dunas, livro de sonetos, Luciano Maia, Academia Cearense de Letrs 1984, pág. 181

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