quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Feira de Frankfurt


Um provável mal-entendido na alfândega de Madri resultou em prateleiras vazias, Gilberto Gil faltou. Em compensação, brasileiro Murilo Antonio de Carvalho recebe Prêmio Leya, de literatura lusófona.
O Brasil chegou pronto para fazer bonito na Feira de Livro de Frankfurt, com estande mais central e planos para ampliar a exportação de títulos brasileiros. Mas o principal ingrediente da festa foi barrado na alfândega: em vez de livros, o estande brasileiro ostenta apenas prateleiras vazias.
Chegando ao corredor E do galpão 5.1 na Feira de Frankfurt, já se vê de longe o verde-e-amarelo do estande brasileiro. Ao se chegar mais perto, porém, um susto: debaixo das amplas placas anunciando "Brasil", apenas prateleiras vazias, seu tom prateado refletindo os holofotes. Ou quase vazias: em diversas delas foram espalhados catálogos, folhetos ou os poucos livros que vieram, na mala dos editores que resolveram se garantir.
Faltosos no estande brasileiro estão os 6.400 livros que ficaram presos na alfândega em Madri. O carregamento de uma tonelada, previsto para chegar na tarde de segunda-feira, foi barrado por motivos de segurança, segundo o burburinho que corria em volta do estande.