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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por Carlos Drummond de Andrade

Mudança na Fuvest. Só Mulheres Pela Primeira Vez.

     A Fuvest, responsável pelo maior vestibular do país, informou que nos anos de 2026, 2027 e 2028, vai exigir a leitura de livros unicamente de mulheres. Até este ano os autores pedidos eram clássicos e algum autor contemporâneo. Vamos ver ano a ano, para entender melhor e, para quem começa o ensino médio no próximo ano, começar a ler autoras cujos nomes sempre foram esquecidos. Vamos lá: Vestibular de 2023 Poemas Escolhidos - Gregório de Matos. Quincas Borba - Machado de Assis. Alguma poesia - Carlos Drummond de Andrade. Angústia - Graciliano Ramos. Mensagem - Fernando Pessoa. Terra Sonâmbula - Mia Couto. Campo Geral - Guimarães Rosa. Romanceiro da Inconfidência- Cecília Meireles. Vestibular de 2024 Poemas Escolhidos – Gregório de Matos. Quincas Borba – Machado de Assis. Alguma poesia – Carlos Drummond de Andrade. Angústia – Graciliano Ramos. Mensagem – Fernando Pessoa. Terra Sonâmbula – Mia Couto. Campo Geral – Guimarães Rosa. Romanceiro da Inconfidência- Ce...

Melhores Livros de Cada Estado Brasileiro - Região Sudeste

Recentemente a imprensa divulgou que uma influenciadora americana descobriu Machado de Assis e que a felicidade e comentários dela a respeito de Memórias Póstumas de Braz Cubas, teria viralizado e feito dele  o livro  mais vendido na Amazon americana. Depois disso, 4 professores brasileiros decidiram eleger os melhores livros de cada estado brasileiro. O site G1, divulgou o resutado e eu trouxe para o blog,  dividindo as postagens por região. SUDESTE ESPÍRITO SANTO Obra: Crônicas do Espírito Santo ; 50 Crônicas Escolhidas (1984),   Rubem Braga Sinopse:  Os textos de Rubem Braga, o maior cronista brasileiro, guardam as mais doces lembranças da infância passada no Espírito Santo, quando a natureza era indissociável da vida de um menino. Há também o olhar amoroso do autor sobre os necessitados e esquecidos, mescla de indignação e defesa pela sua terra de origem, tecidos com imenso lirismo.(Amazon) Nota do blog: Rubem Braga tem livro infantil: O Menino e o Tuim , co...

Dossiê Drummond,Geneton Moraes Neto.

No último fim de semana, terminei de ler Dossiê Drummond , de Geneton   Moraes   Neto . Depois de ver, numa entrevista, que o livro não se tratava de mais uma antologia do poeta e como Geneton tem crédito comigo, comprei o livro.   Pra quê?   Tive que   ir até altas horas porque não consegui desgrudar.   O autor fez uma longa entrevista com C.D.A, a última dada pelo poeta,   e é essa entrevista que conduz o livro.   Conduz, não pensem que é só da entrevista que consta a obra. Não.   Geneton coloca a poesia que for citada ou trecho da poesia a que se refere o trecho da conversa tida;   Entremeia com explicações sociais   quando são necessárias.   No dossiê constam depoimentos de pessoas muitíssimo próximas a Carlos Drummond de Andrade,   que deixam suas impressões a respeito de um Drummond, que nós não conhecemos. Boas e más também, afinal o poeta não era, nem queria parecer, um deus.        ...

Vestibular - livros mais indicados

Auto da Barca do Inferno - Gil Vicente Os Lusíadas-Camões Biografia - Eça de Queirós O Crime do Padre Amaro-Eça de Queirós A Cidade e as Serras-Eça de Queirós Poemas Completos de Alberto Caeiro/Fernando Pessoa Memórias de um Sargento de Milícias-Manuel Antônio de Almeida Lira dos Vinte Anos-Álvares de Azevedo Iracema-José de Alencar O Cortiço-Aluísio de Azevedo     O Ateneu-Raul Pompéia Biografia-Machado de Assis Memórias Póstumas de Brás Cubas-Machado de Assis Dom Casmurro-Machado de Assis Os Sertões-Euclides da Cunha Triste Fim de Policarpo Quaresma-Lima Barreto Macunaíma-Mario de Andrade Vidas Secas-Graciliano Ramos Capitães da Areia-Jorge Amado Fogo Morto-José Lins do Rego Biografia-Carlos Drummond de Andrade A Rosa do Povo-Carlos Drummond de Andrade Antologia Poética-Carlos Drummond de Andrade O Tempo e o Vento-Érico Veríssimo Romanceiro da Inconfidência-Cecília Meireles Grande Sertão: Veredas-Guimarães Rosa Biogr...

Conversas de Táxi,Boris Fausto

Rio de Janeiro. Estou num táxi rumo ao Santos Dumont.      - Oito, três, meia.      - Oito, três, meia?      É, olha a placa do ônibus.      Olhei, era o final da placa. Diante da minha incompreensão, o taxista explica:      - Jogo faz dez anos no 836, e nada. O Anísio é que fica cada vez mais rico.      Pontuo com uma obviedade:      - O bicho é bom para o bicheiro, não é bom para quem joga. A mega-sena é quase a mesma coisa, só que quem ganha é o Governo.      A observação incômoda passa em branco.      Ainda por cima, o Anísio tem um triplex de cobertura aqui na avenida Atlântica, de frente para o mar. Eu ajudei a comprar. Já, já eu lhe mostro.      - Bom, você deve ter ajudado com meio tijolo, quando muito.      - Pode ser, mas ajudei.      Eu, moralizando:     ...

Cora Coralina, 130 anos

Cora Coralina,  a poeta doceira mais querida do Brasil , nasceu há 130 anos, no dia 20 de agosto de 1889. Conheça seus poemas, receitas e livros. DE ANINHA A CORA CORALINA Cora Coralina dizia que era a menina feia da Ponte da Lapa. Uma menina triste e nervosa, amarela de rosto empalamado e pernas moles, que tinha duas irmãs lindas e que poderia ter sido amada por ser a caçula, mas então veio mais uma e ocupou seu lugar. Por isso, ela escreveu certa vez, ficou sozinha, fechada em seu mundo imaginário. Ao longo de seus 95 anos de vida – de muito trabalho, garra e coragem e de alguma alegria –,  Cora Coralina  carregou essa menina ao seu lado, e quando começou a escrever mais sistematicamente e a publicar seus livros, já mais velha, lá estavam a garota, a casa da infância, que foi a casa da velhice, as memórias – tudo o que ela viu, sentiu, viveu neste quase um século, e que não foi pouco. Nascida Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas em  agosto de 1...

Dia D - Sentimental, Carlos Drummond de Andrade

Ponho-me a escrever teu nome com letras de macarrão. No prato, a sopa esfria, cheia de escamas e debruçados na mesa todos contemplam esse romântico trabalho. Desgraçadamente falta uma letra, uma letra somente para acabar teu nome! - Está sonhando? Olhe que a sopa esfria! Eu estava sonhando... E há em todas as consciências este cartaz amarelo: "Neste país é proibido sonhar" In: ANDRADE, Carlos Drummond de. Seleta em prosa e verso,Rio de Janeiro:Ed.Record1985,p.165-166 Imagem: Caricaturista Gilmar. Veja mais Carlos Drummond de  Andrade  em:    Agradável Supresa Drummond em Defesa de Nara Leão Porque hoje é...  

Apelo - Drummond em defesa de Nara Leão

     A fama de tímido erguia em torno do poeta uma muralha que nem celebridades confessadamente admiradas pelo próprio Drummond ousavam transpor.       Nara Leão viu uma vez Drummond   andando pela rua, em Ipanema. “Não tive coragem de falar com ele. Fiquei encabulada. Fico com uma certa taquicardia ao lembrar”, confessa. Nara Leão tinha todos os motivos para, pelo menos uma vez, falar com Carlos Drummond pessoalmente. Antes, com lágrimas nos olhos, ela já dera um telefonema   de agradecimento a um gesto de solidariedade que Drummond lhe prestara.          Numa entrevista dada por telefone a um repórter de jornal, em 1965, no início de um governo fardado   que terminaria se estendendo por duas décadas, Nara pedia aos militares que entregasse o poder aos civis.       As manchetes de jornais alardeavam, numa época em que os censores ainda não tinham desembarcado nas...

Elegia de Baby, crônica de Carlos Drummond de Andrade

     Tinha sete anos, e ainda era mais criança do que qualquer menina de sua idade. Pesava mil e quinhentos quilos, e chegaria a pesar quatro mil, se vivesse. Não viveu. Nascida na Índia, veio morrer no Leblon, sob a lona de um circo devastado pelo temporal — e essa madrugada de vento furioso, que ameaçava acabar com o mundo, terá sido um dos “fatos” de sua pequena vida sem acontecimentos.      Já se sabe que o necrológio é de Baby, a elefantinha que morreu de infecção na garganta. Esses animais são rústicos e delicados, e se no meio nativo se alimentam de plantas espinhentas, de cujo contato fugimos, padecem entretanto dos mesmos males que padecemos, e têm, quanto a nós, a desvantagem de uma sensibilidade que se ajustaria melhor ao nosso corpo que ao deles, ao passo que a nossa poderia chamar-se mais precisamente elefantina.      Vão rareando os elefantes, e com eles a doçura e a paciência na face da terra. Que a espécie caminha para o fim, ...

Águas e Mágoas do Rio São Francisco, poema de Carlos Drummond de Andrade

Está secando o velho Chico. Está mirrando, está morrendo. Já não quer saber de lanchas-ônibus, nem de chatas e seus empurradores. Cansou-se de gaiolas e literatura encomiástica e mostra o leito pobre, as pedras, as areias desoladas onde nenhum caboclo-d’água, nenhum minhocão ou cachorrinha-d’água, cativados a nacos de fumo forte, restam para semente de contos fabulosos e assustados. Ei, velho Chico, Já te estranham, meu Chico. Desta vez, encolheste demais. O cemitério de barcos encalhados se desdobra na lama que deixaste. O fio d’água (ou lágrimas?) escorre entre carcaças novas: é brinquedo de curumins, os únicos navios que aceitas transportar com desenfado. Mulheres quebram pedra no pátio ressequido que foi teu leito e esboça teu fantasma. Não escutas, ó Chico, as rezas músicas dos fiéis que em procissão imploram chuva? São amigos que te querem, companheiros que carecem de teu deslizar sem pressa (tão suave que corrias, embora tão artioso que muitas vezes tiravas a terra de um lado e ...