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Grupo LivroErrante Escolhe:Melhores Leituras de 2019

Blog encerra as atividades deste ano indicando as melhores leituras de 2019, pelo grupo de leitura  LivroErrante.  Admirável Mundo Novo , Aldous Huxley O Amante Japonê s , Isabel Allende Carne e Sangue , Mary Del Priore A Coragem de Ser Imperfeito , Brené Brown Hibisco Roxo , Chimamanda Ngozi Adichie Homens Imprudentemente Poéticos ,Valter Hugo Mãe Kafka à Beira Mar , Haruki Murakami O Miniaturista , Jessie Burton Passado Imperfeito , Jullian Fellowes Precisamos Falar Sobre Kevin , Lionel Shriver O Quarto Azul, Georges Simenon Ravensbruck , A história do campo de concentração nazista para mulheres, Sarah Helm Regras de Cortesia , Amor Towles Submissão , Michel Houellecq                         E você?            Qual sua melhor leitura em 2019?              Conta que eu coloco na lista.

Plantamos em 2019 para Colher em 2020

O grupo de leitura (Orkut 2008) LivroErrante  em parceria com Elenir, da Biblioteca Pública Municipal Wilson Marques,  vai começar a deixar livros em lugares públicos na simpática cidade de Tomé-açu no estado do Pará..   Começando do começo:  estamos enviando pelos correios, todos os livros que encerraram ciclo de leitura.  Ao contrário de devolvê-los ao dono, os exemplares seguem para Tomé-açu.   A Biblioteca Pública Municipal Wilson Marques abriu uma estante: Livro Errante.  Lá tem livros de autores, gêneros e  nacionalidades diversas.  Quem levar , não precisa devolver. Basta deixar em algum lugar público para que o livro seja lido novamente.    Por enquanto a estante LivroErrante está assim:  Biblioteca Pública Municipal Wilson Marques Vista aérea da cidade de Tomé Açu - PA

Postagens Mais Acessadas em 2019

           Gosto de fazer a retrospectiva, porque revejo postagens e comentários. Este ano, o texto de uma amiga está entre as cinco mais lidas. Fiquei feliz por ela.    Clique no título e releia.  Vale a pena. Um Cinturão , Graciliano Ramos.  7 de maio 8 Mulheres Que Brilharam e Não Podem Ser Esquecidas - 8 de março Os Tigres de Tozamurai-No-Ma , Manuel António Pina - 26 de abril Aprenda a Chamar a Polícia , Luis Fernando Veríssimo - 31 de maio Corporiedade Feminina , Janete Barros - 12 de março

Olá! Vamos Conversar Sobre 2020? Suzana Valença

            Eu separo um tempo entre natal e réveillon para descansar, pensar nas minhas metas e organizar minha agenda / caderno do ano seguinte.  Gosto de pensar nos objetivos, anotar tudo no papel e acompanhar o progresso das ideias ao longo dos meses.  Com o tempo, percebi que tenho conseguido cumprir 70% do que invento para mim, sempre fica algo ainda por fazer. Depois de alguns anos, fui aperfeiçoando (eu acho) o processo. Aprendi que as metas tinham que ser muito minhas. Muito mesmo. Elas tinham que brotar do meu coração e ter o mínimo de influência de fora possível. Já perceberam que, às vezes, achamos que queremos algo mas, na verdade, estamos apenas reagindo às pressões do mundo? Tenho que casar! Tenho que fazer mestrado! Tenho que ganhar mais dinheiro. Será que tem mesmo? Escrevi no Medium sobre  como não fazer essas metas equivocadas. Metas x hábitos Este ano, também li muito sobre como a vida não po...

Nascida em 24 de dezembro: Ruth Rocha

Mulheres de Coragem   Foi na Alemanha que esta história aconteceu.      Há muitos e muitos anos.      A guerra já durava havia muito tempo.   As tropas do imperador Conrado III cercavam o castelo do REi Welfo VI.   Antes que o cerco começasse, quando percevberam que as tropas inimigas se aproximavam, os habitantes do castelo já tinham fugido nas suas carroças, nos seus carros de boi ou mesmo a pé, carregando o que podiam.      As crianças tinham sido mandadas para longe, para a asa de parentes.      Ficaram apenas os soldados e os cavaleiros, para a defesa do caselo; e as suas mulheres, que não quiseram abandoná-los.      O cerco já durava dois longos anos.      Nos primeiros tempos, os defensores do castelo estavam otimistas, achavam que havia possibilidade de vencer o inimigo, pela luta ou pelo cansaço.      Mas com  passar do tempo a com...

Felicidade, sim. Antonio Prata

           Vivi por trinta e quatro anos sob o jugo de chuveiro elétrico. Ah, lastimável invento! Já gastei mais de uma crônica amaldiçoando seus fabricantes; homens maus, que ganham a vida propagando a falácia de temperatura com pressão, quando bem sabemos que, na gelida realidade dos azulejos, ou a água sai abundante e fria ou é um fiozinho minguado e escaldante sob o qual nos envolhemos, o cucuruto  no Saara e os pés na Patagônia, sonhando com o dia em que, libertos das inúteis correntes ( de elétrons), alcançaremos a terra prometida do aquecimento central.      Reclamo de barriga cheia? Sem dúvida. Há problemas bem mais sérios neste mundo, mas sejamos honestos: a morte do vizinho não anula minha dor de dente - e um banho ruim é dez vezes mais triste que uma dor de dente.  Afinal, um molar, quando para de doer, não é capaz por si só de nos dar alegria. Já o banho, quando é bom... Que contentamento uterino é ter a pele envo...

Festa, Graciliano Ramos

     A família foi à festa de Natal na cidade. Todos vestidos com suas melhores roupas, num traje pouco comum às suas figuras, o que lhes dava um ar ridículo. A caminhada longa tornava-se ainda mais cansativa por causa daquelas roupas e sapatos apertados. O mal-estar era geral, até que Fabiano cansou-se da situação e tirou os sapatos, metendo as meias no bolso, livrando-se ainda do paletó e da gravata que o sufocava. Os demais fizeram o mesmo. Voltaram ao seu natural. Baleia juntou-se ao grupo. Chegando à cidade, foram todos lavar-se à beira de um riacho antes de se integrarem à festa. Sinhá Vitória carregava um guarda-chuva. Fabiano marchava teso. Os meninos maravilham-se, assustados, com tantas luzes e gente. A igreja, com as imagens nos altares, encantou-os mais ainda. O pai espremia-se no meio da multidão, sentindo-se cercado de inimigos. Sentia-se mangado por aquelas pessoas que o viam em trajes estranhos à sua bruta feição. Ninguém na cidade era bom. Lembrou...