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Mostrando postagens com o rótulo Caetano Veloso

Hoje no Clube do LivroErrante: A Dama das Camélias

Nossa penúltima leitura coletiva do ano é o clássico de Alexandre Dumas Filho, A Dama das Camélias. Logo mais às 20h pelo meet, colegas de cidades diversas vamos aprender umas com as outras sobre o autor e o belo romance escrito em 1848 A peça que foi adaptada pelo próprio Alexandre Dumas Filho , foi encenada pela primeira vez no Theatre de Vaudeville  quatro anos depois. Fez imenso sucesso    e o  compositor Verdi  compôs uma obra com base na peça. Mudou o nome de Marguerite Gautier (do romance) para Violetta Valéry e no ano seguinte à estreia da peça, levou aos palcos parisienses a ópera La Traviata. Desde sua estreia a peça já foi encenada inúmeras vezes em diversas cidade.  Já foi também transformada em filme e teve adaptações para a televisão também.   Recentemente descobri que Caetano Veloso canta uma música de autoria de Alcyr Pires Vermelho e Braguinha, com o nome do romance.  Veja a letra e a música ouça, clicando no título: A ...

Ponga-La-Márcara! Ronaldo Wrobel.

Eu tinha sete anos quando minha tia resolveu levar a criançada para a praia e outro carro bateu na nossa traseira. Nada grave, apesar do estrago. Minha tia não teve culpa, mas o motorista do outro carro foi grosseiro com ela e a cena juntou gente. Cheguei em casa alvoroçado: meu primeiro acidente de carro! Contei os minutos para o Jornal Nacional, na esperança de ser notícia. O descaso do Cid Moreira me abalou até meu pai explicar que milhares de carros batiam uns nos outros e que acidentes só viravam notícia quando envolviam gente famosa ou muitas vítimas. Conclusão: eu deveria ficar famoso para ver meus acidentes na televisão. Enquanto a fama não chegava, tive que me contentar com dramas alheios. Terremotos, incêndios, atentados terroristas, catástrofes que deixavam o Cid Moreira triste e preocupado. Aos domingos, o Fantástico mostrava o Hélio Costa e a Sandra Passarinho de cachecol no inverno europeu, muito sérios, soltando fumaça pela boca, falando sobre Guerra Fria, mísseis n...

Atrocidades demais... desisto, Regina Porto

Amigos, o blog trouxe textos diversos que estavam programados desde o começo do ano. Quando o isolamento começou, comecei com ele a buscar material para terminar as postagens do semestre. Gosto muito de procurar novos textos e autores e esse trabalho foi até terapêutico para mim .  Mas isso foi até ontem quando, já vindo de notícias ruins e assustadoras diariamente divulgadas, me deparo com a personificação da frase de Caetano Veloso: "tudo demorando tanto em ser tão ruim" na dor de uma mãe pobre que perde o filho de 5 anos.   Não me sinto mais com a menor condição de digitar alguma poesia quando penso naquela mãe.  Não vejo poesia alguma em tamanha dor.    Qualquer dia eu volto.

M.P.B poesia: Oração ao Tempo, Caetano Veloso

És um senhor tão bonito Caetano Veloso:infância,juventude,maturidade Quanto a cara do meu filho Tempo Tempo Tempo Tempo Vou te fazer um pedido Tempo Tempo Tempo Tempo Compositor de destinos Tambor de todos os ritmos Tempo Tempo Tempo Tempo Entro num acordo contigo Tempo Tempo Tempo Tempo Por seres tão inventivo E pareceres contínuo Tempo Tempo Tempo Tempo És um dos deuses mais lindos Tempo Tempo Tempo Tempo Que sejas ainda mais vivo No som do meu estribilho Tempo Tempo Tempo Tempo Ouve bem o que te digo Tempo Tempo Tempo Tempo Peço-te o prazer legítimo E o movimento preciso Tempo Tempo Tempo Tempo Quando o tempo for propício Tempo Tempo Tempo Tempo De modo que o meu espírito Ganhe um brilho definido Tempo Tempo Tempo Tempo E eu espalhe benefícios Tempo Tempo Tempo Tempo O que usaremos pra isso Fica guardado em sigilo Tempo Tempo Tempo Tempo Apenas contigo e migo Tempo Tempo Tempo Tempo E quando eu tiver saído Para fora do teu círculo Tempo Tempo Tempo Tempo Não serei nem ter...

Oração Ao Tempo, Caetano Veloso

És um senhor tão bonito Quanto a cara do meu filho Tempo, tempo, tempo, tempo Vou te fazer um pedido Tempo, tempo, tempo, tempo Compositor de destinos Tambor de todos os ritmos Tempo, tempo, tempo, tempo Entro num acordo contigo Tempo, tempo, tempo, tempo Por seres tão inventivo E pareceres contínuo Tempo, tempo, tempo, tempo És um dos deuses mais lindos Tempo, tempo, tempo, tempo Que sejas ainda mais vivo No som do meu estribilho Tempo, tempo, tempo, tempo Ouve bem o que te digo Tempo, tempo, tempo, tempo Peço-te o prazer legítimo E o movimento preciso Tempo, tempo, tempo, tempo Quando o tempo for propício Tempo, tempo, tempo, tempo De modo que o meu espírito Ganhe um brilho definido Tempo, tempo, tempo, tempo E eu espalhe benefícios Tempo, tempo, tempo, tempo O que usaremos pra isso Fica guardado em sigilo Tempo, tempo, tempo, tempo Apenas contigo e comigo Tempo, tempo, tempo, tempo E quando eu tiver saído Para fora do teu círculo Tempo, tempo,...

As melhores crônicas cantadas

     Conforme disse ontem, vou colocar aqui uma postagem por dia até quando o mundo acabar.      Nessa retropectiva notei que a crônica cantada é, de longe, a postagem mais difícil de fazer e, por isso, caso o mundo não acabe, vou rever se vale a pena manter da forma que está até agora.        Em 2012, a crônica cantada que ouvi seguidas vezes depois da postagem foi das menos acessadas, porém uma que me agradou muito pelo humor inteligente, Pilosofia Vurtuguesa , de Eduardo Dusek  foi bem aceita. Teve número de acessos alto também, uma música que conheci por acaso e repeti até aprender. É de Caetano Veloso e feita para Mart'Nália. Os dois cantam: Pé do Meu Samba .        Outra muitíssimo bem acessada é uma cronica cantada infantil, creio que dos anos 80. É de Vinicius de Moraes e quem canta é Moraes Moreira . Regina.

Crônica cantada: Pé do meu samba - Caetano Veloso

Dez na maneira e no tom Você é o cheiro bom Da madeira do meu violão Você é a festa da Penha, A feira de São Cristovão, É a Pedra do Sal Você é a Intrépida Trupe A Lona de Guadalupe Você é o Leme e o Pontal Nunca me deixa na mão Você é a canção que consigo Escrever afinal Você é o Buraco Quente A Casa da Mãe Joana É a Vila Isabel, Você é o Largo do Estácio, Curva de Copacabana Tudo que o Rio me deu! Pé do meu samba Chão do meu terreiro Mão do meu carinho Glória em meu Outeiro Tudo para o coração De um brasileiro.

Uma homenagem a Clarice Lispector na Voz de Caetano Veloso

Clarice Há muita gente Apagada pelo tempo Nos papéis desta lembrança Que tão pouco me ficou Igrejas brancas Luas claras na varandas Jardins de sonho e cirandas Foguetes claros no ar Que mistério tem Clarice Que mistério tem Clarice Pra guardar-se assim tão firme, no coração Clarice era morena Como as manhãs são morenas Era pequena no jeito De não ser quase ninguém Andou conosco caminhos De frutas e passarinhos Mas jamais quis se despir Entre os meninos e os peixes Entre os meninos e os peixes Entre os meninos e os peixes Do rio, do rio Que mistério tem Clarice Que mistério tem Clarice Pra guardar-se assim tão firme, no coração Tinha receio do frio Medo de assombração Um corpo que não mostrava Feito de adivinhações Os botões sempre fechados Clarice tinha o recato De convento e procissão Eu pergunto o mistério Que mistério tem Clarice Pra guardar-se assim tão firme, no coração Soldado fez continência O coronel reverência O padre fez penitência...

Quarta-feira é dia de: Um Dia Daqueles, Maurício Pons.

UM DIA DAQUELES Maurício Pons O sujeito entra no escritório de registros autorais, despeja um calhamaço de papel em cima do balcão e fala ao atendente: - Bom dia. Quero registrar essa obra literária. - Foi o senhor mesmo quem a escreveu? - Não. Foi meu bisavô. Ele deixou pra mim em seu testamento. O atendente pega o enorme amontoado de folhas e o passa em revista. É um manuscrito, amarelado pelo tempo. Algumas folhas com sinal de que algumas traças andaram se banqueteando por ali. - Mas isso aqui está cheio de piadas. E piadas muito velhas, conhecidas, em sua maioria. - Sim, eu sei disso. Meu bisavô morreu há muito tempo. Eu mal o conheci. Ele escreveu essas histórias ainda muito jovem. - Histórias não, piadas. - Que seja. Então, vai registrar ou não? Até já paguei a taxa lá no banco. - Olha, receio não poder fazer isso. Você pode provar que foi teu parente o autor disso tudo? - Ué!? Ele assinou todos os textos, e a letra é dele. Quer prova maior que essa? E esse Joãozin...