Pular para o conteúdo principal

Fenelivro- Feira Nordestina do Livro 2015, sexta-feira











DIA 04.08 sexta-feira

10:00 Sala Ariano Suassuna – “O futuro do livro – o ato de ler sob a influência das novas tecnologias e dos novos suportes de texto” – José Castilho, Constantino Bértolo e Ricardo Leitão



. 

15:00 Cantinho da Trela – Tapetes Contadores












15:30 Café Alberto Cunha Melo – “Texto e Imagem: diálogo e linguagem na literatura
brasileira infantil contemporânea.” André Neves, Lenice Gomes, Rosinha Campos e Jane Pinheiro.
 
18:00 Sala Déborah Brennand – Arthur Carvalho e Joca Souza Leão. “A arte da Crônica.”

19:00 Sala Ariano Suassuna – Noites Nordestinas Rio Grande do Norte. Crispiniano Neto +Thiago Gonzaga + Humberto Hermenegildo + José Luiz Ferreira.


20:00 Sala Déborah Brennand – Lançamento com Franklin Martins.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Vamos Pensar? (31)