Pular para o conteúdo principal

Retrospectiva 2011 - a blogueira esqueceu (1)


                     
Se você é daqueles que acredita que mulher é o sexo frágil, não leia este livro.
Aqui você verá exatamente o contrário: mulheres famintas de sexo, poder, vingança ou qualquer coisa que possa destruir a vida de um incauto.
Você aguentaria ver Cris só de salto alto, no meio do quarto, exibindo um sorriso diabólico e aquele corpo escultural? Hein? Aguentaria a ninfeta Suzi, com sua caneta de pompom e aquele olhar pecaminoso?
Claro que ninguém aguentaria. Machos egocên­tricos ou homens normais, ninguém aguentaria. Mas o final nunca foi aquele que eles imaginavam.
Uma noite de loucuras poderia custar muito caro.
Às vezes, até mesmo a própria vida.


Esta postagem era para setembro e a blogueira esqueceu. Cris, a fera e outras mulheres cativantes é do escritor gaucho David Coimbra. Recomendo para quem quiser algo, simples, inteligente e bem humorado.

Ed. L&PM
R$12,00 - americanas.com.br

Comentários

  1. Me lembro de ter me divertido bastante com esse livro. Não foi a minha apresentação ao D. Coimbra, mas é uma boa maneira das pessoas conhecerem esse autor gaúcho e ótimo blogueiro também. Beijinho,

    ResponderExcluir
  2. Ladyce,
    Eu, que tenho excelente memória para asneiras, gastei vários dias lembrando uma meia frase: corpo de propaganda de cerveja e rosto de propaganda de Nescau..."
    Sim. o blog é formidável. Ainda não desgostei de nenhum escritor gaucho.
    Abraço

    ResponderExcluir

Postar um comentário

comentários ofensivos/ vocabulário de baixo calão/ propagandas não são aprovados.

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Vamos Pensar? (31)