Pular para o conteúdo principal

2º Prêmio São Paulo de Literatura

Divulgados nesta noite,os vencedores da segunda edição do Prêmio São Paulo de Literatura
O livro do ano é: Minha Alma é Irmã de Deus do escritor Raimundo Carrero e o melhor livro de autor estrante é: Se Eu Fechar Os Olhos Agora, do jornalista Edney Silvestre.

Os premiação ocorre na Museu da Língua Portuguesa.


Os premiados: (autor)









Raimundo Carrero, imagem do  arquivo JC

Os premiados (melhor livro)
A Minha Alma é Irmã de Deus:

Sinopse:Camila é uma jovem solitária que não sabe que caminhos seguir. Numa tarde de domingo no Recife, conhece o pastor-músico Leonardo, da seita 'Os soldados da Pátria por Cristo', e com ele parte para uma vida errante, pregando valores que a sociedade urbana brasileira parece desconhecer. Mas, ao ser abandonada por seu mentor, volta a se perder e vê sua vida naufragar. ( do site da Livraria Cultura)





Editora: Recorde
Páginas: 176
R$34,90(Cultura)



Os premiados (melhor autor estreante):
Edney Silvestre















Os premiados (livro)


Se Eu Fechar Os Olhos Agora
Edney Silvestre

Sinopse:Numa pequena cidade da antiga zona do café fluminense, em abril de 1961, dois meninos de 12 anos encontram o corpo de uma linda mulher, que foi morta e mutilada, às margens de um lago onde vão fazer gazeta. Eles não aceitam a explicação oficial do crime, segundo a qual o culpado seria o marido, o dentista da cidadezinha, motivado por ciúme. Começam uma investigação, ajudados por um velho que mora no asilo da cidade, um ex-preso político da ditadura Vargas, que acaba se tornando um terrível caminho de amadurecimento para chegar à vida adulta. (Sinopse da Livraria cultura)


Editora Recorde
Páginas: 304
R$34,90 (Cultura)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Vamos Pensar? (31)