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Brasileiro Lê, Em Média, Quatro Livros Por Ano

O brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. É o que aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada hoje (28) pelo Instituto Pró-Livro. O estudo realizado entre junho e julho de 2011 entrevistou mais de 5 mil pessoas em 315 municípios. Em 2008, o instituto divulgou pesquisa semelhante que apontava a leitura média de 4,7 livros por ano. Entretanto, a entidade não considera que houve uma queda no índice de leitura dos brasileiros, já que a metodologia da pesquisa sofreu pequenas alterações para torná-la mais precisa. De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje 50% de leitores ou 88,2 milhões de pessoas. Se encaixam nessa categoria aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. Entre as mulheres, 53% são leitoras, índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%). Ao perguntar para os entrevistados quantos livros foram lidos nos últimos...

Heleno de Freitas, Antonio Falcão

    Na fantasia, o folclórico Neném Prancha, misto de filósofo e técnico, punha-se atrás de um tabuleiro  de laranjas como se fora vendedor no areal de Copacabana. E para cada garoto jogava uma fruta. Pela reação, separava o craque do cabeça-de-bagre. Heleno de Freitas, mineiro de 12 anos, amorteceu uma laranja na coxa, deixou-a cair no pé, fez embaixada, levou-a à cabeça, trouxe de volta ao pé, que deu ao controle do calcanhar. E Neném viu que descobrira o mais fino, inventivo e temperamental craque do País. Por isso, até a morte, Neném levou na carteira de cédulas a foto desse que brilharia como ninguém no Botafogo de Futebol e Regatas - muito mais que o fulgor da gloriosa estrela solitária do alvinegro carioca.     É exato, Heleno - nascido em São João Nepomuceno, em 12 de dezembro de 1920 - vivia no Rio em 33. Para a então capital do Brasil, a família se mudara quando morreu Oscar Freitas, negociante de café, casado com Maria Rita e pai de ...

Millôr, Eu Pintei Seu Cisne, viu?

Volksmillôr agora ataca de Swan -Que pena o PASQUIM não ser em cores! Minha máxima aspiração Pessoas pensam que desejo ser glorioso ou milionário mas meu grande- e talvez irrealizável - sonho, é ser Cisne do Itamarati. Já pedi nesse sentido a alguns amigos influentes naquele ministério, o Araujo Catro disse que ia ver, o João Cabral prometeu interceder como poeta, o Zoza e o Jomico (do poder ultra-jovem lá de dentro) garantiram que iam me arraanjar, mas nada. Não há vaga, eu não sirvo, cisne só os da carrièrre, enfim, tudo desculpas. Não querem atender-me e vêm com evasivas. Coisas formidáveis se conseguem neste país com muito menores credenciais do que as minhas. Gente tem ficado rica à custa do governo, e poderosa, e decorada de medalhas, mas o cargo de Cisne do Itamarati eles acham que não podem dar-me. É uma injustiça, sendo ainda mais , uma terrível crueldade. Meu objetivo de tranqüilidade é esse. Meu alvo de conquista. Minha ânsia de beleza. Naquele cargo ninguém esta...

O Doutor Freitas, Gabriel García Márquez

No primeiro dia do mês em curso escreveu-se nesta seção uma crônica sobre abril. Esperava este jornalista que no transcurso desses trinta dias acontecessem algumas coisas interessantes, entre elas, que Pafúncio se fartasse com um pratarraz de feijão com arroz no boteco do Perico; que Clark conseguisse seduzir a Srta. Lane sem necessidade de transformar-se em Super-Homem e que Tarzan deixasse de praticar suas bobagens atleticamente selvagens. Parece que no que já transcorreu do mês nada disso aconteceu, como não acontecerá no que falta dele, segundo se pode suspeitar. Quanto ao casamento de Ingrid Bergman, as últimas notícias dão a entender que o diretor Rosselini ainda espera saber com quem se pareça a criança antes de lançar ao pescoço a coleira conjugal. Em síntese, a única coisa que parece ter dado certo naquela crônica de saudação aprilina foi a comprovada reivindicação do Dr. Heleno de Freitas no gramado do campeonato nacional. Um acordo que poderia encher de orgulho o p...

O Trem do Paraná, José Stival

"Srs. Passageiros, queiram tomar seus lugares; a R V P S C deseja-lhes muito boa viagem!" RVPSC-Rede Viação Paraná-Santa Catarina: Estação Itararé Retardatários virão voando;   O trem, porém,   não se detém   por mais ninguém   E vai deixando   a plataforma;   e vai saindo   da estação...   -Até a volta!   -Ciao   -Boa viagem! Avança que avança no trilho sem fim, deixando pra trás  o bairro operário, a triste favela, a zona fabril... Avança que avança no trilho sem fim e em tal disparada que à beira da estrada se deita o capim! Avança que avança no trilho sem fim sacode apança  do amigo Crispim... E bufa que bufa e roda que roda vai sempre rodando sem nunca parar! Passagem de nível? Convém apitar: que o trem na carreira não é brincadeira, nem vem devagar! (Huiii-hui-huiuu!) Ao monstro que passa envolto em fumaça, em vênia lig...

Folia De Rei. Chico Anysio e Arnaud Rodrigues

Chico Anysio que me fez rir desde a adolescência, é o dono da crônica cantada de hoje: Folia de Reis dele com Arnaud Rodrigues foi o maior sucesso de Baiano e os novos Caetanos, grupo criado por Chico Anysio nos anos 60. Folia de rei Ai, andar andei! Ai, como eu andei! E aprendi a nova lei: Alegria em nome da rainha E folia em nome de rei! Alegria em nome da rainha E folia em nome de rei! Ai, mar marujei! Ai, eu naveguei! E aprendi a nova lei: Se é de terra que fique na areia O mar bravo só respeita rei! Se é de terra que fique na areia O mar bravo só respeita rei! Ai, voar voei! Ai, como eu voei! E aprendi a nova lei: Alegria em nome das estrelas E folia em nome de rei! Alegria em nome das estrelas E folia em nome de rei! Ai, eu partirei! Ai, eu voltarei! Vou confirmar a nova lei: Alegria em nome de Cristo Porque Cristo foi o Rei dos reis! Alegria em nome de Cristo Porque Cristo foi o Rei dos reis! Alegria em nome de Cristo Porque Cristo fo...

História bonita(4): Sr.Bartolomeu na faculdade de matemática aos 86 anos

Sr. Bartolomeu Queiroz, ex-pedreiro,ex-carpinteiro, ex-mestre de obras e caminhoneiro, hoje aposentado e com 86 anos começou a cursar matemática na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no campus de Aquidauana. Ao longo da vida precisou para de estudar  5 vezes:”parei de estudar porque eu fazia viagens com o caminhão e não tinha tempo”.  Para entrar no ensino superior, o Sr. Bartolomeu cursou o EJA em uma escola pública em frente à sua casa, depois fez o Enem.  Escolheu matemática porque sempre teve facilidade com números, conforme diz.   O exemplo da valorização do estudo que o Sr. Bartolomeu Queiroz está dando nas salas de aula que freqüenta, aos inúmeros jovens que poderiam ser seus netos, foi dada antes e principalmente a seus filhos.  Na casa do vovô estudante são 10 filhos com formação superior.