Minha forma de abraçar esses profissionais de quem somos eternamente devedores, é mostrar o que realmente é poder. O que é fazer a diferença o que é ser revolucionário. É para os professores que um país deve se voltar e é por causa dos professores que um país consegue se desenvolver. Há 17 anos, Elisângela Dell-Armelina Suruí chegou a uma aldeia em Cacoal, Rondônia, como voluntária para dar aulas em uma das 10 escolas nas terras indígenas do Povo Paiter. Naturalizada do Espírito Santo, o Suruí em seu sobrenome veio com o casamento. Ela resolveu ficar no lugar onde conheceu seu esposo, teve três filhos e encontrou seu propósito na educação. Embora nunca antes tivesse morado longe da cidade, Elisângela passou a fazer parte daquela comunidade, cuidando de seus jovens. Ano passado, ela encarou uma barreira na alfabetização de seus alunos: a língua. O idioma materno do povo é o Paiter Suruí que, assim...
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