Pular para o conteúdo principal

Nobel de Literatura 2011 : Tomas Tranströmer

Tomas Tranströmer -  imagem:Reuters
Prêmio Nobel de Literatura de 2011 foi para: Tomas Tranströmer.

"porque, através de suas imagens condensadas, translúcidas, ele nos dá um novo acesso à realidade", conforme diz a academia, explicando a premiação.

 
O autor, nascido em 1931 na Suécia, não tem livros editados no Brasil.  Tomas Tranströmer, que é psicólogo e dedicou-se a adolescentes viciados, publicou "Seventenn Poems, seu primeiro livro, em 1954.
  
Os cinco últimos ganhadores do famoso prêmio foram:
Mário Vargas Llosa do Peru, em 2010
Herta Müller, da Alemanha (nascida na Romênia) em 2009
Selected Poemas 1954-1986
Jean-Marie G. Le Clèzio da França (nascido nas Ilhas Mauricio) em 2008
Doris Lessin, do Reino Unido em 2007
Orham Pamuk, da Turquia em 2006


Leia também: Nobel. Mulheres no prêmio tão masculino
http://livroerrante.blogspot.com/2009/10/nobel-mulheres-no-premio-tao-masculino.html

Comentários

Postar um comentário

comentários ofensivos/ vocabulário de baixo calão/ propagandas não são aprovados.

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Vamos Pensar? (31)