Pular para o conteúdo principal

Prêmio Portugal Telecom 2008 - Finalistas.


Em evento no Consulado Geral de Portugal, em São Paulo, foram anunciados os 10 finalistas do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa 2008. O presidente da Portugal Telecom, Shakhaf Wine, salientou que o prêmio criado para literatura brasileira, hoje, abrange todas as obras escritas em português, estimulando o intercâmbio de países de língua portuguesa.Os vencedores do Prêmio Portugal Telecom 2008 serão conhecidos no dia 29 de outubro. Eles recebem R$100 mil, R$ 35 mil e R$ 15 mil reais, 1o, 2o e 3o colocados respectivamente, além de um troféu criado pelo artista plástico Paulo Von Poser. Os dez escolhidos, dentre 51 semifinalistas, são oito escritores do Brasil, um de Portugal e um de Angola.
Os finalistas:
20 Poemas Para O Seu Walkman – Marília Garcia –Cosac Naif / 7 letras (Brasil)
Antonio – Beatriz Bracher – Editora 34 (Brasil)
Histórias da Literatura e Cegueira – Julián Fuks – Record (Brasil)
Laranja Seleta – Nicolas Behr – Língua Geral (Brasil)
O Amor Não Tem Bons Sentimentos - Raimundo Carreiro – Iluminuras (Brasil)
O Filho Eterno – Cristovão Tezza – Record (Brasil)
O Sol Se Põe Em São Paulo – Bernardo Carvalho – Companhia das Letras (Brasil)
Tarde – Paulo Henriques Britto – Companhia das Letras (Brasil)
Eu Hei-De Amar Uma Pedra – António Lobo Antunes – Objetiva (Portugal)
Os Da Minha Rua – Ondjaki – Língua Geral (Angola)
Na comunidade LivroErrante, estão circulando: O filho Eterno de Cristóvão Tezza e Os Da Minha Rua de Ondjaki (imagem acima) Brasil e Angola respectivamente.
Quem levará este prêmio?
Dê sua opinião na enquete no final da página deste blog.

Fonte:http://www.portugaldigital.com.br/noticia.kmf?cod=7657086&indice=10&canal=156

Comentários

  1. Só li Os da minha rua e me encantei!
    Então meu voto é pra ele!

    ResponderExcluir
  2. Mesmo que os nossos não ganhem, acho que só pelo fato de terem sido indicados é uma boa propaganda. Quem sabe o povo não acorda para nossos bons escritores contemporâneos...

    ResponderExcluir
  3. Eu só li um, que triste. Os nossos não conheço. Mas reforço o que a Lucila disse: mesmo não vencendo, é uma excelente oportunidade para serem mais conhecidos.
    Regina, são dez livros, dez é um número legal para fazer um grupo errante, pensa com carinho. Eu entro, he, he.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

comentários ofensivos/ vocabulário de baixo calão/ propagandas não são aprovados.

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Chove Chuva, conto de Dalton Trevisan( 14/6/1925 - 9/12/2024)

      A fumaça da chuva sobe pela chaminé das casas e se espalha sobre a cidade. Um fio de silêncio cai de cada gota. As gatas dengosas se viram de costas para dormir. Chove chuvinha, um lado da palmeira nunca se molha.      A casa das formigas não tem porta, e quando chove, não se afogam? Piam milhares de pardais entre as folhas do chorão. Não existe melhor conchego que um barzinho. Nada como a meia grossa de lã. Apaixonadas ou não, mocinhas espirram na fila do ônibus.      Neste instante há no mínimo três mil pessoas infelizes com o sapato furado. Basta que não chova eu me chamo Felipe, o Belo. Como pisar na lama, garotas da várzea, sem sujar as sapatilhas? Orelhas de piás são puxadas por brincarem na chuva. Os mascates que vendem maçã na rua, em desespero comem as maçãs?      Não estivesse chovendo eu teria sete filhos.      Guardas de trânsito abrem os braços na esquina e apitam: por que choves, Senhor? Chove...