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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por Raquel de Queiroz

Clube Errante: O Que Vamos Ler?

O Clube Errante fará 3 leituras conjuntas em 2023. No momento estamos colhendo sugestões para posterior sorteio.    Logo mais às 20 horas o sorteio das leituras para Março, Julho e Novembro Angústia , Graciliano Ramos Ed. Record  - Páginas:368 Lançado originalmente em 1936 e apresentado aqui em novo projeto gráfico,  Angústia  tem como protagonista Luís Silva, funcionário público de Maceió que leva uma vida medíocre e sem grandes emoções até o dia em que se apaixona por Marina. De início, a jovem demonstra certo interesse no relacionamento e no conforto material que o casamento poderia lhe proporcionar, mas logo acaba trocando o noivo por Julião Tavares, mais rico e poderoso. Tomado por ciúmes e rancor, Silva fica perturbado com os acontecimentos que se desenrolam e passa a acompanhar a vida de Marina enquanto sonha em matar Julião. Escrito em primeira pessoa, o romance tem estrutura temporal não linear, seguindo o fluxo de consciência do narrador-persona...

Melhores Livros de Cada Estado Brasileiro, Região Nordeste

NORDESTE ALAGOAS Obra: “Vidas Secas” (1938), Graciliano Ramos Sinopse: A crueldade da seca e a vida miserável fazem com que uma família de retirantes sertanejos seja obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas do sertão brasileiro nordestino. O estilo seco de Graciliano Ramos parece transmitira aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão. Pertencente à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, esta é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época. (Amazon) Sugestão do blog: indico a leitura da obra do poeta e romancista alagoano Lêdo Ivo BAHIA Obra: “Capitães da Areia” (1937), Jorge Amado Enredo: Amado escreve sobre meninos abandonados que crescem nas ruas de Salvador e que cometem furtos para sobreviver. O líder do grupo é Pedro Bala, de 15 anos, filho de um estivador que morreu em uma greve. É um romance com forte crítica social. Outras recomendações:Gabriela Cravo e Canela e  Tereza Batista Cansada de Gue...

Hoje é dia de Raquel de Queiroz

Hoje Rachel de Queiroz completaria 100 anos; excepcionalmente não posto nenhum conto.  Mas, convido a que, como eu, deliciem-se com a primeira crônica que Rachel de Queiroz escreveu para a seção A Última Página " da Revista O Cruzeiro   em  01 de dezembro de 1945. Crônica n.1  Foto da Revista O Cruzeiro         Tanto neste nosso jogo de ler e escrever, leitor amigo, como em qualquer outro jogo, o melhor é sempre obedecer às regras. Comecemos portanto obedecendo às da cortesia, que são as primeiras, e nos apresentemos um ao outro. Imagine que pretendendo ser permanente a página que hoje se inaugura, nem eu nem você, — os responsáveis por ela, — nos conhecermos direito. É que os diretores de revista, quando organizam as suas seções, fazem como os chefes de casa real arrumando os casamentos dinásticos: tratam noivado e celebram matrimônio à revelia dos interessados, que só se vão defrontar cara a cara na hora decisiva do “enfim sós”. ...

Vote! artigo de Raquel de Queiroz

     “Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama governo democrático, ou governo do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato. No entanto, talvez não exista, mais do que esta expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: governo do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de fazer o governo.      Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.      Escolhem-se pelo voto aqueles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas - e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode...

O Santo Vicente, Raquel de Queiroz

                        Trezentos anos atrás, em 27 de setembro de 1660, morria em Paris um ancião. Camponês de nascimento, pastor na sua infância, prisioneiro de piratas e cativo de um alquimista árabe nos seus vinte anos, padre, postulante em Roma, confidente de S. Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal, discípulo do Cardeal de Bérulle, preceptor daquele que foi depois o demoníaco e aventureiro Cardeal de Retz, esmoler da Rainha Margot, confessor “in extremis” de Luíz XIII, diretor espiritual de Ana d’Áustria (diz-se que foi êle o celebrante do falado casamento secreto da Rainha com Mazarino), esmoler-geral das galeras do Rei, intermediário de paz nas lutas da Fronda, fundador das congregações dos Lazaristas e das Irmãs de Caridade - chamou-se em vida Vincent-de-Paul. É o nosso São Vicente de Paulo. Mas, nos altares onde subiu, não é representado jun...

Errantes livres - 1

Sete ótimas ofertas : A doce canção de Caetana de Nélida Piñon Às vésperas da copa de 1970 Caetana, a atriz mambembe, volta a Trindade para negociar com seu ex-amante,Polidoro, o financiamento da montagem de um espetáculo em A doce canção de Caetana. Guiada pelo sonho de viver uma das heroínas interpretadas por Maria Callas.Ao contrário da protagonista de Verdi, Caetana volta sem inocência com o objetivo de se vingar de seu destino. Ela tenta uma última chance para conseguir uma posição artística de sucesso e o reconhecimento de seu talento, ofuscado por seu passado de ex-amante de Polidoro.Nesse romance, a cortesã e a prostituta são contextualizadas em uma cidade pequena, Trindade, onde o patriarcalismo impera e deixa uma galeria de excluídos aoseu redor. Caetana, a atriz mambembe, depois de 20 anos, retorna para realizar umsonho, viver, no palco, a misteriosa voz de Maria Callas: “Vim para montar um espetáculo". A Viagem de Théo- romance das religiões - Catherine Clément Com u...

Agora Eu Quero Falar de Flores, Raquel de Queiroz

     Flor tem moda como roupa de mulher. E as plantas do tempo antigo, flores, folhagens e ervas de cheiro, ninguém as cultiva mais. Agora são só aqueles estúpidos fícus italianos que parecem feitos de plástico, os antúrios e até tulipas. Hoje em dia, principalmente nas cidades grandes, acabaram-se os manjericões. E as manjeronas, e as alfavacas e de modo geral todas as ervas cheirosas. Quem é que ainda planta alecrim? Quem é que ainda conhece malva-rosa? Rosas, já cultivei rosas quando morava na Ilha do Governador, e era um problema obter mudas das velhas rosas tradicionais dos jardins brasileiros. Rosas Paul-Neron que o povo chama de Palmeirão, Rosa Amélia com seu tom de rosa-claro, verdadeiro cor-de-rosa. Rosas de cacho com que as moças gostavam de enfeitar os cabelos. Rosas mariquinhas, que em linguagem de catálogo, se chamam com um nome horrível - floribundas - e que hoje só aparecem nas suas variedades mais complicadas. Rosas príncipe-negro, como se feitas de velud...