Houve uma jovem cigarra que tinha de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas. Mas o tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados passavam o dia cochilando nas tocas. A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando , com uma asa a arrastar, lá se foi para o formigueiro. Bateu - tic tic-tic... Aparece uma formiga friorenta embrulhada num xalinho de paina . - Que quer? - perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir. - Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu vivo ao relento. A formiga olhou-a de alto a baixo. - E que fez d...
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