Pular para o conteúdo principal

Circuito da Poesia, Recife

            No último final de semana, dei início a uma passeada pelo Circuito da Poesia  com a postagem Eu e os Poetas do Recife.  Abracei o primeiro autor do circuito: Antônio Maria e coloquei um texto dele.  Vou repetir o trabalho trazendo um a um todos os artistas homenageados.  Mas, antes vamos saber sobe  projeto Circuito da Poesia:


O que é?


     Projeto da prefeitura,que colocou estátuas de poetas pernambucanos em diversos pontos no centro da cidade. O projeto que traz expoentes da cultura do estado ficou pronto em 2007. Dá pra fazer todo o percurso a pé.

Todos os poetas são do Recife?     Não, mas todos moraram aqui e em algum momento e de alguma forma  dedicaram seu amor à cidade.

Quem são eles?
 Antônio Maria Joaquim Cardozo, Capiba,Carlos Pena Filho, João Cabral de Melo Neto,  Manoel Bandeira,  Clarice Lispector,  Mauro Mota,  Chico Science,  Solano Trindade, Ascenso Ferreira, e Luiz Gonzaga, O projeto foi iniciado em 2005 e concluído em 2007 



Quem fez as esculturas  e por que elas estão nesses locais?  Demétrio Albuquerque é o responsável pelas esculturas que são em tamanho natural e  estão situados em locais que fizeram parte do cotidiano do artista ou em espaços que foram abordados na obra do poeta.



O mapa mostra onde está cada homenageado 


1 - João Cabral de Melo Neto
2 - Manuel Bandeira
3 - Capiba
4 - Mauro Mota
5 - Carlos Pena Filho
6 - Antônio Maria
7 - Chico Science 
8 - Ascenso Ferreira
9 - Joaquim Cardozo
10 - Solano Trindade
11 - Luis Gonzaga
12 - Clarice Lispector.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Formiga Boa, Monteiro Lobato

Houve uma jovem cigarra que tinha de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.      Mas o tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados passavam o dia cochilando nas tocas.      A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se foi para o formigueiro. Bateu - tic tic-tic...      Aparece uma formiga friorenta embrulhada num xalinho de paina.      - Que quer? - perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.      - Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu vivo ao relento.      A formiga olhou-a de alto a baixo.      - E que fez durante o bom tempo, que não construiu uma casa?

Era uma vez...Adivinha adivinhão, Luis da Câmara Cascudo

Era uma vez um homem muito sabido, mas infeliz nos negócios. Já estava ficando velho e continuava pobre como Jó. Pensou muito em melhorar sua vida e resolveu sair pelo mundo dizendo-se adivinhão. Dito e feito. arrumou uma trouxa com a roupa e largou-se.      Depois de muito andar, chegou ao palácio de um rei e pediu licença para dormir. Quando estava jantando, o rei lhe disse que o palácio estava cheio de ladrões astuciosos. Vai o homem e se oferece para descobrir tudo, ficando um mês naquela beleza. O rei aceitou.

Clínica de Repouso, Dalton Trevisan

Dona Candinha deparou na sala o moço no sofá de veludo e a filha servindo cálice de vinho doce com broinha de fubá mimoso.      Mãezinha, este é o João.      Mais que depressa o tipo de bigodinho foi beijar a mão da velha, que se esquivou à gentileza. O mocinho servia o terceiro cálice, Maria chamou a mãe para a cozinha, pediu-lhe que aceitasse por alguns dias.     Como pensionista?     Não, como hóspede da família. Irmão de uma amiga de infância, sem conhecer ninguém de Curitiba, não podia pagar pensão até conseguir emprego.      Dias mais tarde a velha descobriu que, primeiro, o distinto já estava empregado (colega de repartição de Maria) e, segundo, ainda que dez anos mais moço, era namorado da filha. A situação desmoralizava a velha e comprometia a menina. Dona Candinha discutiu com a filha e depois com o noivo, que achava a seu gosto a combinação.     Sou moço simples, minha senhora. Uma coxinha de frango é o que me basta. Ovo frito na manteiga.