Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo poemas da MPB

Não Leve Flores, canção de Belchior

Não cante vitória muito cedo, não Nem leve flores para a cova do inimigo Que as lágrimas dos jovens São fortes como um segredo Podem fazer renascer um mal antigo Não cante vitória muito cedo, não Nem leve flores para a cova do inimigo Que as lágrimas dos jovens São fortes como um segredo Podem fazer renascer um mal antigo, sim, sim Tudo poderia ter mudado, sim Pelo trabalho que fizemos, tu e eu Mas o dinheiro é cruel E um vento forte levou os amigos Para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos E nossa esperança de jovens não aconteceu E nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não Palavra e som são meus caminhos pra ser livre E eu sigo, sim Faço o destino com o suor de minha mão Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa E não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza Sempre é dia de ironia no meu coração Sempre é dia de ironia no meu coração Tenho falado a minha garota 'Meu bem, difícil é saber o que acontecerá' Mas eu agradeço ao tempo O inimigo eu já con...

Poemas da M.P.B: Se Avexe Não, Accioly Neto

Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, coisa boa é namorar Se avexe não Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada Se avexe não A lagarta rasteja até o dia em que cria asas Se avexe não Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa Se avexe não Amanhã ela para na porta da sua casa Se avexe não Toda caminhada começa no primeiro passo A natureza não tem pressa, segue seu compasso Inexoravelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a ladeira Seja princesa ou seja lavadeira Pra ir mais alto, vai ter que suar Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, coisa boa é namorar Se avexe não Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada Se avexe não A lagarta rasteja até o dia em que cria asas Se avexe não Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa Se avexe não Amanhã ela para na porta da sua casa Se avexe não Toda caminhada começa no primeiro passo A natureza não tem pressa, segue seu compasso Inexoravelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a...

Amazônia, melodia de Artur Nogueira e letra de Antônio Cícero

Não queira que eu cante a selva ou o rio Amazonas, cujo silêncio a fluir às minhas costas no entanto escuto às vezes, imerso em trevas. Nas veias, é certo, corre o sangue selvagem das amazonas, e os meus traços caboclos traem os maranhões; mas trago, como herança ancestral, não saudade da floresta, mas da cidade almejada A Amazônia quer versos heroicos e épicos, não os meus, líricos, eróticos, céticos. recordo e esqueço como é que, porventura, me perdi dos meus ancestrais. Que não me guardem mágoa nossas amazonas mas toda origem é forjada no caminho cujo destino é o meio. Feito o Amazonas, surjo do deserto, mas dos afluentes eu escolho as águas.

Poemas da MPB: Amarelo, Azul e Branco, Anavitória

Deixa eu me apresentar Que eu acabei de chegar Depois que me escutar Você vai lembrar meu nome É que eu sou de um lugar Onde o céu molha o chão Céu e chão gruda no pé Amarelo, azul e branco Deixa eu me apresentar Que eu acabei de chegar Depois que me escutar Você vai lembrar meu nome É que eu sou de um lugar Onde o céu molha o chão Céu e chão gruda no pé Amarelo, azul e branco Eu não sei (não sei), não sei (não sei) Não sei diferenciar você de mim Não sei (não sei), não sei (não sei) Não sei diferenciar Ao meu passado Eu devo o meu saber e a minha ignorância As minhas necessidades, as minhas relações A minha cultura e o meu corpo Que espaço o meu passado deixa para a minha liberdade hoje? Não sou escrava dele Eu vim pra te mostrar A força que eu tenho guardado O peito 'tá escancarado E não tem medo, não, não tem medo Eu canto pra viver Eu vivo o que tenho cantado A minha voz é meu império A minha proteção Eu vim pra te mostrar A força que eu tenho guardado O peito 'tá escancara...

Paradeiro, Paulo César Pinheiro

Na noite acesa De um luar certeiro Meu paradeiro Foi a velha mesa De onde fui presa Quando aventureiro Do amor primeiro Que me deu tristeza. De uma beleza De não ter parceiro O candeeiro Branco da Princesa Causou surpresa A esse violeiro Que deu-se inteiro À sua boniteza. De Sua Alteza Sendo cavaleiro Pus no tinteiro A pena com firmeza E com presteza Fui seu mensageiro. Findo o roteiro E com delicadeza Deixo na mesa Um verso brasileiro Ao Cancioneiro E à Língua Portuguesa. - Paulo César Pinheiro, do livro "Sonetos sentimentais pra violão e orquestra". Editora 7Letras, 2014. Imagem: Rede Brasil

Poemas da MPB: Tempo Rei, Gilberto Gil

Não me iludo Tudo permanecerá do jeito que tem sido Transcorrendo, transformando Tempo e espaço navegando todos os sentidos Pães de Açúcar, Corcovados Fustigados pela chuva e pelo eterno vento Água mole, pedra dura Tanto bate que não restará nem pensamento Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei Transformai as velhas formas do viver Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei Pensamento Mesmo o fundamento singular do ser humano De um momento para o outro Poderá não mais fundar nem gregos nem baianos Mães zelosas, pais corujas Vejam como as águas de repente ficam sujas Não se iludam, não me iludo Tudo agora mesmo pode estar por um segundo Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei Transformai as velhas formas do viver Ensinai-me, ó, pai, o que eu ainda não sei Mãe Senhora do Perpétuo, socorrei Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei CD: Raça Humana - 1984 Caricatura de Genildo   ...

Estrela Azul do Céu, Gilberto Gil ( Poemas da MPB)

Do céu do meu balão De antigamente Sumiu de repente Da noite de São João Azul do céu na noite só Papel de seda faz Balão era isso Magia, feitiço Milagre que não tem mais Papel de seda azul e vermelho e amarelo E verde a cintilar Translúcido vitral O balão se elevava, súbito pairava lá no ar Ser sobrenatural Aquela estrela azul do céu O tempo carregou O tempo não falha O tempo atrapalha O tempo não tem pudor A fila anda, a vida vai Propondo a mutação Então de repente Ficou diferente A noite de São João Álbum: Fé na festa , 2010