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Mostrando postagens com o rótulo Doce Gabito

Minhas Leituras 2021.1

it was amazing Li poucos livros no semestre passado mas todos eles me proporcionaram momentos muito bons. Aprendi muito com cada um.  Frankenstein foi uma gratíssima surpresa. Doce Gabito revela um autor brasileiro formidável. Recomendo os dois livros.  Urupês , foi minha estreia na literatura de Monteiro Lobato autor de quem eu nunca tinha lido absolutamente nada.  Jordi Sierra em Kafka e a Boneca Viajante escreve uma história tão doce!  Aluízio Falcão, no Memorial traça perfil de várias pessoas muito importantes mas que não tiveram reconhecimento quando ainda vivos. Vale muito a leitura.  Recomendo, talvez pela milésima vez, a leitura do bem cuidado livro de Malu Gaspar:  A Organização, a Odebrecht e o Esquema de Corrupção Que Chocou o Mundo.   Choca, surpreende, entristece o leitor, porém esclarece muitos fatos de nossa história recente.  

Acabei de ler: Doce Gabito, Francisco Azevedo

  Se na hora extrema do vamos ver nem pessoas centradas demonstram tanta firmeza, que dizer de mim, que já nasci sob o signo do devaneio e do desvio? Desde menina, vivo em planos paralelos - por alienação, mecanismo de defesa, sei lá. É assim que sobrevivo. Religiões, aceito, mas não as tenho. Monges, sacerdotes, rabinos, pastores, médiuns e mães de santo. Oráculos, videntes e cartomantes. Respeito todos os que  pela erudição ou intuição, ousam trabalhar como intermediários do Desconhecido. Mas meu caminho é bem outro. Falo como sonhadora incurável que, bênção ou maldição, perambula entre o Olimpo e o Hades, bebe de todas as fontes e prova todas as águas que correm por aí, turvas ou cristalinas. Todas em movimento. Água parada, nunca. E desse modo deverá ser até o fim. Fim?  O "morreu, acabou" dos ateus é muito cômodo. A verdadeira paz eterna. Quem será capaz de inventar descanso maior?  O relax definitivo! O meu medo é que, distante da complexidade da vida, a morte ...

Li e Recomendo: Os Novos Moradores, Francisco Azevedo

       História de duas famílias cujas enormes diferenças acabam por ser essenciais personagens da história  do muito bem escrito livro de Francisco Azevedo.  As famílias moram em casas geminadas de um charmoso bairro do Rio de Janeiro.  São iguais até quando chegam os novos moradores para a que estivera vazia por algum tempo. A cor cinza da primeira casa a amarela da recém habitada já esclarecem que uma das famílias é bem fechada e sem diálogos. A casa amarela abriga uma família, como a outra, nuclear, porém aberta para o mundo e dentro dela própria.   Toda a história se desenvolve em torno do amor dentro das famílias e seus desdobramentos necessários: silêncios, medos, traumas, fantasias adolescentes e adultas, traições. A cada acontecimento da casa cinza e ou da casa amarela, uma quase imediata mudança na vidas de alguns personagens, vai moldando ou exibindo o amadurecimento  de um dos jovens  que acaba por ser o amparo, o porto ...