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Mostrando postagens com o rótulo Benguela

A Piscina do Tio Victor, Ondjaki

                                                   Para o tio Víctor que nos dava prendas-do-dia. Para a "Buraquinhos"      Quando o tio Víctor chegava de Benguela, as crianças até ficavam com vontade de fugar à escola só para ir lhe buscar no aeroporto dos voos das províncias. A maka é que ele chegava sempre a horas difíceis e a minha mãe não deixava ninguém faltar às aulas.       Então era em casa, à hora do almoço, que encontrávamos o tio Víctor. E o sorriso dele, gargalhada tipo cascata e trovão também, nem dá para explicar aqui em palavras escritas. Só visto mesmo, só uma gargalhada dele já dava para nós começarmos a rir à toa, alegres, enquanto ele iniciava umas magias benguelenses.       - Isto vocês de Luanda nunca viram - abria a mala onde tinha rebuçados, chocolates ou outras prendas de encanta...

Fatita de Matos, a amante infeliz. José Eduardo Agualusa

                                                                 Na ampla sala de visitas da casa  de Fatita de Matos, Mana Fatita, como é mais conhecida, na Restinga do Lobito há cinco retratos a óleo, com um metro por 1,5 metro. Em todos eles Fatita de Matos está sentada  no mesmo cadeirão de verga, quase em idêntica posição, com um livro no regaço. A primeira tela foi pintada em 1946. Fatita tem vinte anos, ainda é virgem, e está a ler Amor de Perdição , de Camilo Castelo Branco. Na segunda tem trinta anos, quatro filhos ilegítimos, e está a ler Amor de Perdição . Na terceira  tem quarenta anos, veste de preto pela morte de filho mais novo, e está ...