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23 Melhores Livros do Século 21, pela Folha de São Paulo


1. Um Defeito de Cor, Ana Maria Gonçalves
Ano:2006, Ed. Record, 952 páginas

Livro que inspirou o samba enredo da Portela, no carnaval de 2024. A fascinante história de uma africana em busca do filho perdido que se tornou um clássico da literatura contemporânea. Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, é narrado de uma maneira original e pungente que prende a atenção da primeira à última página. 



2. Torto Arado, Itamar Vieira Júnior
Ano:2019, Ed. Todavia, 264 páginas

Um texto épico e lírico, realista e mágico que revela, para além de sua trama, um poderoso elemento de insubordinação social.

Nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas ― a ponto de uma precisar ser a voz da outra


3. O Avesso da Pele, Jeferson Tenório

Ano:2020,Ed. Cia das Letras,192 páginas

Um romance sobre identidade e as complexas relações raciais, sobre violência e negritude, O avesso da pele é uma obra contundente no panorama da nova ficção literária brasileira.Prêmio Jabuti na categoria “Romance Literário”. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, Jeferson Tenório traz à superfície um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos. ( do site da Amazon)

4. Nove Noites, Bernardo Carvalho
Ano:2006 Ed. Cia do Bolso, 152 páginas

Em 1939, o antropólogo americano Buell Quain se matou, aos 27 anos, ao tentar voltar para a civilização, vindo de uma aldeia indígena no interior do Brasil. Sessenta e dois anos depois, ao descobrir o episódio por acaso, o narrador de Nove noites começa uma investigação obsessiva para elucidar o suicídio e acertar contas com a própria história. (do site da Amazon)



5. O Filho Eterno, Cristóvão Tezza
Ano: 2023, Ed. Reccord,224 páginas

Romance de Cristovão Tezza, o nascimento de uma criança com síndrome de Down coincide com o momento de ruptura na vida dos pais. Um filho desejado, mas diferente: nas palavras do pai, na tímida tentativa de explicar para os conhecidos, nos primeiros meses, uma criança com “um pequeno problema”. De início, tudo é estranhamento, e o pai assume que a urgência não é resolver o tal problema do menino ― haveria algo a ser resolvido? ―, mas o espaço que o filho ocupará, para sempre, na vida do casal.


6. Eles Eram Muitos Cavalos, Luis Ruffato
Ano: 2001, 136 páginas

 Com uma voz literária original e arrebatadora, Luiz Ruffato retrava um dia na vida de São Paulo, combinando recursos de sua formação jornalística a inovações formais e estéticas. O romance, que chega neste relançamento à sua 11ª edição, seria ainda vencedor dos prêmios APCA e Machado de Assis. Considerado pelo jornal O Globo um dos dez melhores livros de ficção da década. ( do site da Amazon)


7. Olhos D'Água, Conceição Evaristo
Ano:2014, Ed.Pallas, 116 páginas

Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. 


8. O Livro das Semalhanças,  Ana Martins Marques
Ano:2015, Ed. Cia das Letras, 112 páginas

Em outro poema, significativamente intitulado "Não sei fazer poemas sobre gatos", a autora admite - com graça e um certo veneno - que as palavras "soltam-se ou/ saltam/ não capturam do gato/ nem a cauda", para depois concluir, com autoironia devastadora: "sobre a mesa/ quieta e quente/ a folha recém-impressa/ página branca com manchas negras:/ eis o meu poema sobre gatos". (do site da Amazon)


9. Queda do Céu, Davi Kopenawa
Ano: Ed. Cia das Letras, 768 páginas.

Um grande xamã e porta-voz dos Yanomami oferece neste livro um relato excepcional, ao mesmo tempo testemunho autobiográfico, manifesto xamânico e libelo contra a destruição da floresta Amazônica.
Publicada originalmente em francês em 2010, na prestigiosa coleção Terre Humaine, esta história traz as meditações do xamã a respeito do contato predador com o homem branco, ameaça constante para seu povo desde os anos 1960.


10. O Sol Na Cabeça, Giovani Martins
Ano: 2018, Cia das Letras, 112 páginas

Em O sol na cabeça , Geovani Martins narra a infância e a adolescência de garotos para quem às angústias e dificuldades inerentes à idade soma-se a violência de crescer no lado menos favorecido da "Cidade partida", o Rio de Janeiro das primeiras décadas do século XXI ( Site da Amazon)



11. Ponciá Vicêncio, Conceição Evaristo
12.Pornopopéia, Reinaldo Moraes
13.Cinzas do Norte, Milton Hatoum
14. O Voo da Madrugada, Sérgio Sant' Anna
14.O Útero é do Tamanho de Um Punho, Angélica Freitas
15.Como Se Estivéssemos Em Palimpsesto de Putas, Elvira Digna
16. K, Relato de Uma Busca, B. Kucinski
17.Machado, Silviano Santiago
18.Budapeste, Chico Buarque de Holanda
19. Passageiro do Fim do Dia, Rubens Figueiredo
20.Leite Derramado, Chico Buarque de Holanda
21.Amora, Natália Borges Polesso
22.O Som do Rugido da Onça, Micheliny Verunschk
23. Os Supridores, José Falero

Fonte: Folha de São Paulo

Comentários

  1. Da lista li apenas 5. Gosto muito dos do Chico.

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    Respostas
    1. Olá, Natascha. Eu lí oito incluindo os de Chico. Não gosto dele na literatura ( li mais 3 além dos citados).

      Excluir

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