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Felicidade Conjugal, Tahar Ben Jolloun

    
     História de uma pequena família marroquina sob influência das culturas de um mesmo  país. Um pintor famoso vindo de uma região mais desenvolvida e rica e sua mulher oriunda de uma região árida e pobre do Marrocos. Ela bem mais nova que ele e bastante inteligente.
     O livro pode ser lido da forma tradicional , começando pelas primeiras páginas quando uma mosca está na ponta o nariz do pintor que vai contar sua história verdadeira, afinal, pra quem não vê suas obras, poder se deleitar com sua vida intensa pode lhe valer  outro caminho para notoriedade... pode ser.  
     É boa ideia, também, começar o livro a partir da fala feminina. Assim, a narrativa da mulher  pode ser uma retificação do que disse o pintor, pode ser um livro independente , mais curto e menos poético, mais sincero. Pode ser, também, a confirmação de um relacionamento de loucura, conveniência e aceitação de ambas as partes.
     A esposa mostra, enfim, quem narrou a primeira parte ou vai deixar o leitor com aquela vontade de ser uma mosquinha  insignificante, mas onipresente, capaz, assim, de ver a realidade de um casal em tudo diferente que em um momento de suas vidas foi mordido pela paixão?
      Recomendo a leitura e disponibilizo o exemplar para meu querido e ativo grupo de leitura: Livro Errante.

Felicidade Conjugal - Tahar Ben Jolloun
Bertran Brasil
Tradução:Clóvis Marques
Ano: 2014
Páginas:318

Do mesmo autor:
O Primeiro Amor é Sempre o Último
O Último Amigo
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