Pular para o conteúdo principal

Os Homens que Não Amavam as Mulheres - livro e filme

Stieg Larsson(Suecia 1954-2004) não teve tempo de ver sua importantíssima haker de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, deixar de ser coadjuvante para transformar-se em destaque no filme do mesmo nome.

Sucesso no mundo inteiro, Brasil incluído, a trilogia Millenium, editada pela Cia. das Letras (veja no  final  da matéria). Li o primeiro da série, claro já pedi os outros dois, totalmente envolvida no enredo, seguindo o raciocínio do personagem principal, errando com ele, grudada,enfim, na trama. Adorei o livro e com certeza vou assistir ao filme.

Sobre o filme: tem produção sueca, alemã e dinamarquesa, com  direção de Niels Arden Oplev (Dinamarca), já vendeu 21 milhões de cópias no mundo todo, desde 2005. Somente este ano chega ao Brasil. Traz Lisbeth a estranha e atraente haker, destacada pelo diretor que considera a personagem uma Charles Bronson feminina e atualizada, ou a irmã mais nova de Nikita (personagem do  filme francês La Femme Nikita-1990). Quem interpreta é Noomi Rapace.

Os Homens que Não Amavam as Mulheres, é um livro que desde a primeira página carrega o leitor a, junto com o jornalista político Mikael Blomkvist, investigar o desaparecimento da sobrinha de um milionário ocorrido há mais de 40 anos e, nessa investigação, descobrir uma série de outros crimes ao longo dessas 4 décadas. Mikael e leitor vão precisar e até depender da jovem,bissexual, misteriosa e fascinante Lisbeth ... e mais não vou dizer. Tenho certeza de que lendo o  livro vai concordar comigo e milhões de leitores e, sem resistir, vai ao cinema também.


O livro: Os homens Que Não Amavam As Mulheres.


Stieg Larsson
Cia. Das Letras
Brochura 524 páginas.
R$23,10 (Saraiva.com)


A Trilogia:
Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
A Menina Que Brincava com Fogo e
A Rainha do Castelo de Ar


 
 
 
 
O filme: Os Homens Que Não Amavam  as Mulheres
Títulos originais:Man Som Hatar Kvinnor/Man Hwo hate Women



Diretor: Niels Arden Oplev
Produção: Suécia/Alemanha/Dinamarca
Ano:2009
Elenco:Michael Nyqvist (Mikael Blomkvist)
Noomi Rapace (Lisbeth Salander)
Peter Haber (Martin Vanger)
Lena Endre (Erika Berger)
Sven-Bertil Taube (Henrik Vanger


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Beleza Total, Carlos Drummond de Andrade.

A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços. A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda a capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa. O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito. Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um di...

O Mendigo do Viaduto do Chá, Regina Ruth Rincon Caires

     A moeda corrente era o cruzeiro. A passagem de ônibus custava sessenta centavos. O ano era 1974.       Eu trabalhava no centro da cidade, em um banco que ficava na Rua Boa Vista. Morava longe, quase ao final da Avenida Interlagos, e usava diariamente o transporte coletivo. Meu trabalho, no departamento de estatística, resumia-se a somar os números datilografados em planilhas e mais planilhas fornecidas pelas agências do banco. Somas que deveriam ser checadas, e que eram efetuadas nas antigas calculadoras elétricas com suas infernais bobinas, conferidas e grampeadas nas respectivas planilhas. Não fosse o café para espantar o sono durante as diárias e rotineiras oito horas de trabalho, nenhuma soma teria sido confirmada.

Chove Chuva, conto de Dalton Trevisan( 14/6/1925 - 9/12/2024)

      A fumaça da chuva sobe pela chaminé das casas e se espalha sobre a cidade. Um fio de silêncio cai de cada gota. As gatas dengosas se viram de costas para dormir. Chove chuvinha, um lado da palmeira nunca se molha.      A casa das formigas não tem porta, e quando chove, não se afogam? Piam milhares de pardais entre as folhas do chorão. Não existe melhor conchego que um barzinho. Nada como a meia grossa de lã. Apaixonadas ou não, mocinhas espirram na fila do ônibus.      Neste instante há no mínimo três mil pessoas infelizes com o sapato furado. Basta que não chova eu me chamo Felipe, o Belo. Como pisar na lama, garotas da várzea, sem sujar as sapatilhas? Orelhas de piás são puxadas por brincarem na chuva. Os mascates que vendem maçã na rua, em desespero comem as maçãs?      Não estivesse chovendo eu teria sete filhos.      Guardas de trânsito abrem os braços na esquina e apitam: por que choves, Senhor? Chove...