Pular para o conteúdo principal

Esperança,Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano

Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
- Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
- Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
- O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…



Que sejamos nós a esperança de um ano melhor em 2015

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Formiga Boa, Monteiro Lobato

Houve uma jovem cigarra que tinha de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.      Mas o tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados passavam o dia cochilando nas tocas.      A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se foi para o formigueiro. Bateu - tic tic-tic...      Aparece uma formiga friorenta embrulhada num xalinho de paina.      - Que quer? - perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.      - Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu vivo ao relento.      A formiga olhou-a de alto a baixo.      - E que fez durante o bom tempo, que não construiu uma casa?

Era uma vez...Adivinha adivinhão, Luis da Câmara Cascudo

Era uma vez um homem muito sabido, mas infeliz nos negócios. Já estava ficando velho e continuava pobre como Jó. Pensou muito em melhorar sua vida e resolveu sair pelo mundo dizendo-se adivinhão. Dito e feito. arrumou uma trouxa com a roupa e largou-se.      Depois de muito andar, chegou ao palácio de um rei e pediu licença para dormir. Quando estava jantando, o rei lhe disse que o palácio estava cheio de ladrões astuciosos. Vai o homem e se oferece para descobrir tudo, ficando um mês naquela beleza. O rei aceitou.

Vinicius de Moraes e Cecília Meirelles

Esta segunda-feira vem com dois poemas, para ajudar a esclarecer uma confusão feita por alguns internautas, quando Ladyce West publicou no seu blog, Peregrina Cultural, o poema As Borboletas de Vinicius de Moraes.  Em alguns sites e até em livros didáticos a autoria é  dada a Cecília Meirelles.  O blogueira Ladyce está absolutamente certa. O poema é de Vinicius de Moraes e na postagem consta a referência.   Vamos aprender, então?