sábado, 29 de novembro de 2014

Mainha Me Ensinou - Maria Rita


Ainda me lembro com clareza
O que mainha me ensinou
A respeitar a natureza
Pela fartura sobre a mesa agradecer ao Criador
Sempre andar num bom caminho
Tirar o espinho de uma flor


Pra dar e receber carinho
Pra não viver em desalinho
Só se entregar a um grande amor


Pra dar e receber carinho
Pra não viver em desalinho
Só se entregar a um grande amor


Ah! Encontrei um amor assim
É tudo o que sonhei pra mim


Num amanhecer
(Eu e você)
Quando entardecer
(Você e eu)
O tempo já passou
A gente nem notou
Anoiteceu


E deixa clarear
(Que um anjo bom)
Chegou pra completar
(Nossa paixão)
Felicidade minha
Hoje eu sou mainha
Mainha tem razão
Ainda me lembro com clareza

Esta música está no CD Coração a Batucar

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Não Fotografei a Resignação, Regina Porto

     
Imagem: Regina Porto
     Domingo passado fui fazer umas fotos. Queria fotografar coisa ou cena que por si traduzisse uma palavra. Qualquer que fosse.   
     Estive  no marco zero do Recife onde acontecia a feira de cultura japonesa. O pequeno bairro fervilhava com jovens skatistas, crianças de bicicleta e admiradores de mangás. Estes, vestidos a caráter, desfilavam personagens. 
    Por todos os lugares havia quem, sozinho ou em grupo,  vestisse  roupas a  mim incompreensíveis com perucas azuis, amarelas e laranjas. 
   Apesar de caminhar bastante e de ver tanta gente fantasiada o que me chamou a atenção para fotografar foi um casal religioso. Ele, usando paletó e gravata, no mesmo lugar onde ficam todos os religiosos pregadores, sob o mesmo sol escaldante.      Tinha um microfone e um amplificador perto de si. Pregava para plateia nenhuma, virando-se pra um lado e outro. Tinha as veias do pescoço dilatadas.  Passei  próximo mas num lado sombreado e vi que com ele estava um senhora aparentemente  de 75 anos.  Seguia o pregador. Seria sua mulher?, Com olhar distante e  movimentos bem contido, entregava um panfletozinho. 
   Ele exaltado e ela meio que paralisada, ambos torrando no sol. Não consegui fotografá-la apesar de ter nela a imagem perfeita da palavra resignação.
   Lembrei que, ano passado, naquele mesmo lugar e sob o mesmo sol escaldante encontrei um pregador que me indicou o caminho do inferno por causa de uma blusa de alcinhas que usava. Por comilança engordei e perdi a blusa, devo ter perdido o inferno também.   
   A lembrança da má sentença  jogada pra mim mais a postura e fisionomia daquela senhora mexeram tanto comigo que comecei a fazer mentalmente a história do casal. E, confesso, eu não estava sendo generosa com o pregador. 
   Fui tirada de minha crônica quando um grupo de jovens fantasiados chegou e um deles, com ar bem relaxado, simpático e educado, falou: vou ajudar.  Dito e feito: destruiu minha cena de resignação.          Uffa, ainda bem.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O Bordado, A Pantera Negra - Raimundo Carrero e Ariano Suassuna.





O Bordado, A Pantera Negra,   Raimundo Carrero


           
  O punhal alumiando. Os olhos faiscando no fundo da moita. A noite - pantera negra - esconde o mato. Simão bugre, cartucheiras cobrindo o dorso, arrasta-se, abrindo caminho, Sente os espinhos enfincando-se no peito. Rasga a pele com a unha fina: o sangue corre. 
     Enfurecido pela dor, esmagaum cacto, Parece umaferaa acuada. recebe a pancada do vento no rosto como se fosse um coice. 
Agora, a moita está às costas. Não vê as matas se perdendo nos confins, mas tem na mente todos os caminhos e estradas. Perdido entre o silêncio e as trevas está o mundo Santos dos Umãs.
     O punhal alumiado parece espelho. A fera pisa com rigidez, sacode a brutalidade dos seus músculos. O tempo caminha em passos apressados para a madrugada. Antes, o trovão geme atrás das nuvens, depois a chuva despenca, saciando a sede da terra.

 Simão Bugre apalpa a arma. Os cabelos de fios ásperos descem, molhados, pelos ombros. Os pés de animal esmagam as pedras. O primeiro trovão confunde-se com o relinchar de um cavalo e o estrondar do vento. É preciso apressar o passo para chegar logo à serra.

O Romance do Bordado e da Pantera Negra, Ariano Suassuna

Desça, Musa alumiosa
do sertão da minha espera!
Me dê seu fogo de sangue,
sua faísca de fera,
para que eu cante o Romance
do Bordado e da Pantera!

Meu folheto foi versado
por um caso verdadeiro,
contado por gente ilustre
-que é Dom Raimundo Carrero -
passado na sua terra,
Santo Antônio do Salgueiro.


Morava lá em Salgueiro
terra braba do Sertão,
um homem vaquejador
que se chamava Elesbão,
casado com uma mulher
por nome de Conceição

Ali, pelas redondezas
ele era o maior Vaqueiro.
Seu cavalo, ruço forte,
era o maior dos campeiros
respondendo pelo nome
valente de "Visageiro"

Ele vaquejava gado,
ela seus panos bordava.
Ele campeava o Mato,
ela pr'os santos rezava.
Se Elesbão era valente
Conceição alumiava!


Romance do Bordado e da Pantera Negra
Raimundo Carrero aos 23 anos escreveu um conto que mostrou a seu amigo Ariano Suassuna. Este gostou tanto do texto que fez em cordel a mesma narrativa.
Raimundo Carrero perdeu os originais nos anos 70. 
Recentemente encontrados, a Ed. Iluminuras transformou em livro com a excelente ilustração de Marcelo Soares. Recomendo a leitura. 

sábado, 15 de novembro de 2014

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Um Passado Imaginário, Antonio Falcão

O cineasta Woody Allen tem em Meia-noite em Paris uma das suas melhores realizações. O filme conta que um romancista americano encantado pela capital francesa, após ouvir as 12 badaladas da meia-noite, em 2010 cai na fantasia de madrugar com intelectuais e artistas que fizeram na década de 1920 os parisienses anos loucos. Assim, ele “convive” em viagens fantásticas com Scott Fitzgerald, Hemingway, Gertrude Stein, Cole Porter, Buñuel, Toulouse-Lautrec, Dali e Picasso, pra falar só de alguns. E nesse alucinante realismo mágico decide ficar na cidade para sempre.
        
 Sem ser passadista, eu vi com prazer esse filme 3 vezes. E recomendo Meia-noite em Paris a quem tem bom gosto e algum conhecimento da geração perdida daqueles anos 20. Mas um amigo, que é cinéfilo de carteirinha e escreve ficção literária, assistiu essa obra de Allen em 9 sessões, curtindo cada uma no maior alumbramento. A partir da experiência, porém, ele passou a ter sonhos centrados na tentativa de inventar um passado que não existiu e isso veio a perturbá-lo. Como exemplo, diz que certa vez, dormindo, encontrara o escritor carioca Lima Barreto, que, além de brilhante, era bêbado contumaz e neurótico. Para variar, Lima tomando cachaça olhou o cinéfilo sem interesse. E, de cara, pediu para não ser incomodado, pois ali estava à espera de seus personagens recém-enamorados: Policarpo Quaresma, o patriota, e Clara dos Anjos, a mulata que foi vítima do racismo brasileiro. Curioso em saber desse namoro, o amigo inquiriu se o escritor via incesto nisso. “Não, pois, embora ambos sejam crias minhas, não são irmãos e vivem em livros distintos – um destes, por sinal, póstumo.” Aí, o passadista pediu permissão para escrever sobre os dois e Lima: “Não posso autorizar ou proibir. Apenas temo que você deforme meus personagens. Se quer uma ideia mais original, sem que Graciliano Ramos e Machado de Assis saibam, escreva sobre o acasalamento da cadela Baleia com o cão Quincas Borba. Digamos, ela querendo levá-lo pro cangaço e ele a fim de ver a cachorra como passista de uma escola de samba.”

O amigo ficou de pensar, agradeceu a ideia e acordou com a sensação de que, tal qual Lima Barreto, tinha um parafuso a menos e se sentia interno no mesmo hospício onde o genial escritor carioca esteve. Daí, desistiu de criar esse passado literário com lances malucos. Ainda bem.

(Texto publicado originalmente no Jornal do Comércio, Recife)

Imagens:
1) - cartaz de divulgação do filme usa  Starry Night  de Van Gogh  ao fundo do Rio Sena
2) cachorra Baleia de Ademir Martins (1963)
3) Quincas Borba com seu cão do mesmo nome. Desconheço o autor.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O Menino Das Meias Vermelhas, Carlos Heitor Cony


     







O amor, sem dúvida, é lei da vida. Ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro.








                                     Ele era um garoto triste. Procurava estudar muito. Na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa.



     Todos os outros meninos zombavam dele, por causa das suas meias vermelhas.

     Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só usava meias vermelhas. 

         Ele falou, com simplicidade: “no ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo.
     Colocou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei. Comecei a chorar. Disse que todo mundo iria rir de mim, por causa das meias vermelhas.     
     Mas ela disse que tinha um motivo muito forte para me colocar as meias vermelhas. Disse que se eu me perdesse, bastaria ela olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas, saberia que o filho era dela.”
     “Ora”, disseram os garotos. “mas você não está num circo. Por que não tira essas meias vermelhas e as joga fora?”

     O menino das meias vermelhas olhou para os próprios pés, talvez para disfarçar o olhar lacrimoso e explicou: “é que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim, em qualquer lugar em que eu esteja, ela vai me encontrar e me levará com ela.”

     Muitas almas existem, na Terra, solitárias e tristes, chorando um amor que se foi. Colocam meias vermelhas, na expectativa de que alguém as identifique, em meio à multidão, e as leve para a intimidade do próprio coração.

     São crianças, cujos pais as deixaram, um dia, em braços alheios, enquanto eles mesmos se lançaram à procura de tesouros, nem sempre reais.
     Lesadas em sua afetividade, vivem cada dia à espera do retorno dos amores, ou de alguém que lhes chegue e as aconchegue.
     Têm sede de carinho e fome de afeto. Trazem o olhar triste de quem se encontra sozinho e anseia por ternura.
     São idosos recolhidos a lares e asilos, às dezenas. Ficam sentados em suas cadeiras, tomando sol, as pernas estendidas, aguardando que alguém identifique as meias vermelhas.
     Aguardam gestos de carinho, atenções pequenas. Marcam no calendário, para não se perderem, a data da próxima visita, do aniversário, da festividade especial.

     Aguardam...

    São homens e mulheres que se levantam todos os dias, saem de casa, andam pelas ruas, sempre à espera de que alguém que partiu, retorne.
    Que o filho que tomou o rumo do mundo e não mais escreveu, nem deu notícia alguma, volte ao lar.
    São namorados, noivos, esposos que viram o outro sair de casa, um dia, e esperam o retorno.

     Almas solitárias. Lesadas na afetividade. Carentes.

     Pense nisso!

     O amor, sem dúvida, é lei da vida. Ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro.

     E nem pode aquilatar a qualidade das reações que virão daqueles que murcham aos poucos, na dor da afeição incompreendida.
    Todos devemos respeito uns aos outros. Somos responsáveis pelos que cativamos ou nos confiam seus corações.

     Se alguém estiver usando meias vermelhas, por nossa causa, pensemos se esse não é o momento de recompor o que se encontra destroçado, trabalhando a terra do nosso coração.

     Pensemos nisso!


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Por que Malala?

 
No Afeganistão, de onde vem a jovem ganhadora do Nobel da Paz de 2014, o nascimento de uma menina, não é digno de comemoração alguma.  Mas o pai de Malala recebeu seu nascimento, com carinho e alegria. Não houve visita à família exceto a de um parente que trouxe uma árvore genealógica iniciada com um bisvô. Só nomes masculinos, logicamente. O pai, procura seu nome, faz uma linha e no lugar correto desenha um pirulito e nele escreve MALALA.  Único nome de mulher colocado na tal árvore. Escrito por um homem. Como fez seu pai, joguemos, pois frutas secas, doces e moedas a Malala!!

O nome da jovem afegã, vem de Malalai de Maiwand a maior heroina do Afeganistão.  Malalai, inspirou o exército afegão a derrotar os britânicos na segunda guerra anglo-afegã de 1880.   Foi assim: quando Malalai tinha 16 anos, seu pai (um pastor em Maiwand) e seu noivo  aderiram à tropa que lutava pelo fim da ocupação britânica. Malalai juntou-se às outras mulhweres do lugar e foi para o campo de batalha cuidar dos feridos e levar água.  Lá, viu que os afegãos estavam perdendo e que o porta bandeira caiu, então levantou seu veu branco e avançou no campo diante da tropa.  "Jovem amor! Se você não perece na batalha de Maiwand, então, por Deus, alguém o está  poupando como sinal de vergonha". Claro que o exército britânico matou Malalai. Mas esse fato mexeu com os brios dos afegãos que viraram e impuseram severa derrota aos colonizadores.


Nota 1: Maiwand, fica a aproximadamente 600Km da capital Cabul.
Nota 2: É da tradição afegã, jogar frutas secas, doces e moedas ao berço do recém nascido homem. Meninas não tem celebração alguma.
Nota 3: O Premio Nobel da Paz de 2014 foi concedido a Malala e Kailash Satyarthi(Índia)

Fonte: Eu Sou Malala, Christina Lamb e Malala Yousafzai.
Ed. Cia das Letras, 2012.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Poesia Cantada.

                      Estava com minha mãe quando ouvimos pela primeira vez a música Frevo da Saudade. Era um festival e nem lembro quem cantava.

-Essa música é um poema!!
-É?
-E dos bons!  Pra mim é um poema sim.

Ontem a MPB  perdeu o pernambucano nascido nas Alagoas Aldemar Paiva autor do poema de minha mãe.

Quem tem saudade não está sozinho
tem o carinho da recordação.
Por isso, quando estou mais isolado
Estou bem acompanhado
Com você no coração.

Um sorriso, uma frase, uma flor
Tudo é você na imaginação
serpentina ou confete
Carnaval de amor
Tudo é você no coração
Você existe como um anjo de bondade
Que me acompanha
Nesse frevo de saudade

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Eu E Os Poetas do Recife, Manuel Bandeira

                       
Desenho de Romero Brito
Manuel Bandeira do Circuito da Poesia está em uma das margens do Rio Capibaribe, no centro da cidade.  Na mesma margem onde se encontra  João Cabral de Melo Neto que o blog já mostrou. 

Infelizmente alguém de pouquíssima educação pixou toda a estátua do poeta e, por essa razão, as imagens que tenho foram feitas no Espaço Pasárgada, na Rua da União que era a casa do  avô e onde ele passou a infância.

Rimancete À dona de seu encanto
À bem-amada pudica,
Por quem se desvela tanto
Por quem tanto se dedica,
Olhos lavados em pranto,
O seu amante suplica:

O que me darás, donzela,
Por preço de meu amor?
-Dou-te os meus olhos (disse ela),
Os meus olhos sem senhor...
-Ai não me fales assim!
Que uma esperança tão bela
Nunca será para mim!
O que me darás, donzela,
Por preço de meu amor?
-Dou-te os meus lábios (disse ela),
Os meus lábios sem senhor...
-Ai não me enganes assim,
Sonho meu! Coisa tão bela
Nunca será para mim!
O que me darás, donzela,
Por preço de meu amor?
-Dou-te as minhas mãos (disse ela),
As minhas mãos sem senhor...
- Não me escarneças assim!
Bem sei que prenda tão bela
Nunca será para mim!
O que me darás. donzela,
Por preço do meu amor?
dou-te os meus peitos(disse ela),
Os meus peitos sem senhor...
- Não me tortures assim!
Mentes, Dádiva tão bela
Nunca será para mim!
O que me darás, donzela,
Por preço de meu amor?
- Minha rosa e minha vida...
Que por prendê-la perdida,
Me desfaleço de dor...
- Não me enlouqueças assim,
Minha vida! Flor tão bela
Nunca será para mim!
O que me darás, donzela?
- Deixas-me triste e sombria.
Cismo... não atino o quê...
Dava-te quanto podia...
Que queres mais que te dê?

Responde o moço destarte:
-Teu pensamento quero eu!
- Isso não... não posso dar-te...
Que há muito tempo ele é teu

domingo, 2 de novembro de 2014

Academia Brasileira de Letras - Eventos de novembro 2014 (2)

Música Popular Brasileira na Academia
 100 anos de Lupicínio Rodrigues

Dia: 12 de novembro
Apresentação: Ricardo Cravo Albin
Participação: Elza Soares

Serviço:
Endereço: Av. Pres. Wilson, 203 - Castelo, Rio de Janeiro - RJ, 20030-021
Telefone:(21) 3974-2500

Academia Brasileira de Letras - Eventos de Novembro 2014 (1)

9º Ciclo de Conferências | As novas linguagens do século XXI
Coordenador: Acadêmico Evanildo Bechara
04/11 - Acadêmico Arnaldo Niskier: "A nova sala de aula"

11/11 - Sílvio Meira: "Inovações na transmissão de conhecimento"


18/11 - Roberto Bahiense: "A biblioteca do futuro"
25/11 - Jonas Suassuna: "Nuvem de livros"

sábado, 1 de novembro de 2014

Mais Vendidos - Última Semana de Outubro

Ficção

1-      O Sangue do Olimpo – Rick Riordan










2-      Se Eu Ficar – Gayle Forman










3-      Para Onde Ela Foi – Gayle Forman










4-      A Culpa É Das Estrelas – John Green
5-      O Pequeno Príncipe – Exupery
6-      Felicidade Roubada – Augusto Cury
7-      Maze Runner Correr ou  morrer James Dasher
8-      Quatro- Verônica Roth
9-      Cidades de Papel- John Green
10-   Divergente Verônica Roth




Não Ficção

1
1-      Nada a Perder 3 – Edir Macedo










2
2-      Aparecida - Rodrigo Alvarez










3
3-      Guga , Um Brasileiro- Gustavo Kurtner










4-      O Diário de Anne Frank
5-      Sonho Grande – Cristiane Correa
6-      Getúlio 1945-1954,Lira Neto
7-      Eu  Sou Malala – Malala Yousafzai
8-      Mentes Consumistas – Ana Beatriz Barbosa da Silva
9-      Daniel, Minha Estrada – Daniel
110-   Viver  Vale a Pena –Ivo Pitanguy