Como quem quer sanar as aflições alheias E amenizar a dor das almas mais aflitas, No tronco pobre e nu das árvores mais feias Vicejam as orquídeas sempre mais bonitas. Entre os homens, porém, há muitos parasitas Que, sendo, justamente as árvores mais feias, Só se enroscam nos pés das árvores bonitas… - Para melhor sugar o que elas têm nas veias! Esses interesseiros pérfidos e ingratos Deviam refletir melhor sobre seus atos E ver quanto é sublime o exemplo das orquídeas… No entanto, têm somente o instinto mau do abutre: Vivem da proteção dessa árvore que os nutre, Pra matá-la, depois, combrindo-a de perfídias!
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