Somente hoje vi a razão da polêmica sobre o livro A Bolsa Amarela de Lygia Bojunga:
"O ambiente entre pais e responsáveis de alunos do Colégio Militar Dom Pedro II, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), ficou tenso após a inclusão do livro A Bolsa Amarela, da escritora Lygia Bojunga, na lista de leitura de turmas do 4º ano do ensino fundamental. A obra passou a ser alvo de críticas de famílias que consideram inadequada a abordagem de temas relacionados à identidade de gênero para crianças de aproximadamente 9 anos.
A reação ocorreu principalmente em grupos de WhatsApp utilizados para comunicação entre pais de alunos. Em mensagens compartilhadas entre os responsáveis, houve críticas à escolha pedagógica e questionamentos sobre a compatibilidade do conteúdo com os valores tradicionalmente associados ao ensino militar. " ( destaques feitos pela reportagem do site Metrópoles)
Fonte: Metrópolopes.
O que penso:
Nunca tinha lido Lygia Bojunga e aproveitei para conhecer. Terminei a leitura de A Bolsa Amarela e não vi nada condenável. Raquel, a garotinha do livro, diz que queria ser um garoto e explica: eles podem fazer tudo, as garotas não. O que não é nenhuma bandeira de discussão de gênero( é esse o espinho no pé dos pais da escola) é uma constatação. Vamos admitir: é assim mesmo. Meninos são mais livres sim.
Está, no entanto, passando despercebida a imensa solidão da garotinha. Ela é a mais nova da família, com irmãos já adultos ou com grande diferença de idade. Ela não tem parceiros dentro de casa. Recorre à imaginação, crianças são boas nisso, e não encontra ouvidos. Ao contrário, ela é mais descartada e ou tolhida do que acolhida. O que vi foi a solidão na Raquel. A autora foi brilhante nesse romance infanto-juvenil. Francamente o movimento dos pais do citado colégio me deixou estarrecida.
O blog LivroErrante tem dois textos do referido livro:
A História do Alfinete de Fralda , postado em 5 de junho
A Bolsa Amarela, postada em 8 de junho

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