segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O Cavalinho Branco, Cecília Meireles

 Dedico a Theo a simplicidade e singeleza desse poema.









À tarde, o cavalinho branco
está muito cansado:

mas há um pedacinho do campo
onde é sempre feriado.

O cavalo sacode a crina
loura e comprida

e nas verdes ervas atira
sua branca vida.

Seu relincho estremece as raízes
e ele ensina aos ventos

a alegria de sentir livres
seus movimentos.

Trabalhou todo o dia, tanto!
desde a madrugada!

Descansa entre as flores, cavalinho branco,
de crina dourada!

Escrito por Cecília Meireles com 9 anos de idade