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Mostrando postagens de abril, 2025

Passo, poema de Marcelo Valença

Um passo de pedra Um pé de assoalho Cansaço de asfalto Piso e desfaço Um traço de luz Um risco de som Espaço de tempo Pausa e compasso Um pedaço de ar Um gelo de céu Resquício de agosto Garoa e mormaço Leia mais do autor: Azuis Hora Bolas Sê Rocha Lugar Algum Bastidora Encanto

O Amigo Xanha, crônica de José Paulo Cavalcanti Filho

Lisboa. Mais um se foi, Alberto Vinicius Melo do Nascimento (Xanha), em 11 de dezembro do ano passado. O enorme poeta Marcelo Mário Melo recomenda (no Manifesto da esquerda vicejante ) que “devemos lembrar nossos mortos, não pelas chagas de seus martírios, mas por seus jeitos de rir”. Assim seja. E conto agora uma história que fala nesse que partiu. Tem sua graça e vai estar no meu próximo livro ( Conversas de ½ Minuto ). Vamos a ela.      Na Ditadura 18 estudantes, que lutavam, ficaram presos e em greve de fome. Já 11 dias foram concluídos. Por cautela foram trazidos para o quartel da PM, no Derby, onde havia um hospital militar. Os médicos informaram que, até 12 dias, não haveria problemas para a saúde. Entre 12 e 18, provavelmente. A partir daí, com certeza. Era preciso encerrar a greve, na proteção dos próprios presos.      Fomos negociar com eles. Airton Soares, velho amigo e líder do PT na Câmara dos Deputados (pouco depois, ele e Beth Mendes foram e...