A Outra Filha, Annie Ernaux As Três Marias, Raquel de Queiroz Ojiichan,Oscar Nakasato A Empregada, Freida McFaden A Cabeça do Santo, Socorro Acioli Somente a Verdade, José Paulo Cavalcanti A Contagem dos Sonhos, Chimamanda Ngozi Adichie Memórias de Martha, Julia Lopes de Almeida Nebulosas, Narcisa Amália Vida e Morte em Rima, Amós Oz O Príncipe Feliz e Outros contos, Oscar Wilde Kim Jiyoung, Nascida em 1982, Nam-Jo Cho As Quatro Estações da Alma, Mário Sérgio Cortela e Rossandro Klinjey Oração Para Desaparece, Socorro Acioli Em Mim, Basta, William Sanches 13 Melhores Contos de Amor, Rosa Strausz (org.) A Elegância do Ouriço, Muriel Barbery Manuscritos de Felipa, Adélia Prado A Mão e A Luva, Machado de Assis Três escritoras brasileiras que me deram orgulho. Seus livros são: Meu Nome É Meu , Natascha Duarte São contos inteligentes e de fácil leitura. Natascha tem uma escrita leve e muito agradável. Lançado pela editora Urutau, pode ser adquirido clicando aqui Siga ...
Antes de tocar a pele, acende uma ideia dentro, como se o pensamento sentisse primeiro e só depois o corpo concordasse. O mar segura a luz na linha do horizonte, como quem demora num segredo. E ele surge, solto do abraço das águas, e tudo muda de tom sem fazer alarde. A luz não manda, não empurra, não disputa. Ela vem baixa, molhada, misturada de sal e ouro, e o mundo vai ficando possível. O azul não some: amacia. O vento não corta: afaga. O calor não queima: aquece. E o peito, que às vezes pesa, ganha espaço, como quem abre uma janela por dentro. Não se pede prova. Não se tem pressa. Numa alquimia quieta: pensamento vira calma, calma vira gesto, gesto vira presença. O brilho muda de formato. Uma nova hora. Um novo tempo. O seu momento. Nasce do mar e, por alguns minutos, é como se a vida dissesse, sem falar: aqui. agora. de novo. Não grita, não disputa, não performa. Apenas revela o que sempre esteve ali.