Não entre na noite pra se render, Velhice é pra arder até o fim, Lute, lute para a luz não morrer. O sábio aceita bem o escurecer Mas tem palavras de luz e por fim Não entra na noite pra se render. O justo, que ao partir irá sofrer Porque não lhe coube um melhor jardim, Luta, luta para a luz não morrer. O rude que põe o sol pra correr, E vê tarde demais o que é ruim, Não entra na noite pra se render. O sério, ao pé da morte, já sem ver, Acesos os olhos, alegre enfim, Luta, luta para a luz não morrer. E você meu pai, triste de se ver, Amaldiçoe, abençoe-me assim. Não entre na noite pra se render, Lute, lute para a luz não morrer.
Quando Tonha resolveu namorar Quincas às escondidas, resolveu também que teria de encontrar uma forma de manter o namoro adiantava falar com Quincas sobre qual maneira seria a melhor, porque sem que as pessoas de casa, principalmente o pai, descobrissem. Não para ele o melhor era fugir e acabar logo com essa história. O pai dela pensava o que, que ele era um cabra safado querendo a riqueza dele? Ele ia mostrar muito bem do que era capaz. Cuidava do gado, cumpria todas as ordens, mas não era uma rês para andar de cabeça baixa. Estudava, estava terminando o Ensino Médio na escola da cidade, ia encontrar outro tipo de trabalho e casar com Tonha. A melhor maneira de enganar os de casa era se fingir de triste por ter sido obrigada a acabar o namoro, deixar até de comer. Nem mesmo em Lucinda, a irmā mais velha, poderia confiar. Diabo que só vivia para xeretar a vida dos outros em vez de arranjar uma costela para casar logo, deixando o caminho liv...