foi sem querer:
o pulo que colocou água dentro do teu ouvidoo quiabo no pote que ficou escondido
num canto da geladeira por quase três meses
a conta de gás caída atrás do móvel da sala
minha língua que deu nos dentes na mesa do bar
sobre seu defeito mais secreto
foi sem querer:
(eu chorando no carro no dia do meu aniversário
procurando uma vaga há quase uma hora
janeiro inferno caos
eu só queria dar um mergulho
mas não tinha vaga
não tinha vaga
estava envelhecendo e não tinha uma vaga white people problems
você chocado com meu descontrole
você me criticando
por tornar um passeio tão maravilhoso num caos
eu chorando passando marcha
e nada de vaga
resolvo desistir
leblon ipanema copacabana
arrisco ir pra urca
invento uma vaga
já esperando a multa
não estamos nos falando
parece que você esqueceu que é meu aniversário e que eu posso
parece que eu esqueci que meu aniversário
não me possibilita de nada
o mar está uma lixeira
estou tão obsediada
que entro assim mesmo
afundo no raso e entre destroços e merdas cariocas
nado até bem longe
até bem fundo
olho pra você na areia
com a mão embaixo d’água posiciono minha
mão e ergo o dedo médio na sua direção
você faz uma carinha suave
como quem pede desculpas físicas ou faciais)
continuo com o dedo em riste pra você embaixo d’água
foi de propósito
Fonte: Recanto do Poeta
o pulo que colocou água dentro do teu ouvidoo quiabo no pote que ficou escondido
num canto da geladeira por quase três meses
a conta de gás caída atrás do móvel da sala
minha língua que deu nos dentes na mesa do bar
sobre seu defeito mais secreto
foi sem querer:
(eu chorando no carro no dia do meu aniversário
procurando uma vaga há quase uma hora
janeiro inferno caos
eu só queria dar um mergulho
mas não tinha vaga
não tinha vaga
estava envelhecendo e não tinha uma vaga white people problems
você chocado com meu descontrole
você me criticando
por tornar um passeio tão maravilhoso num caos
eu chorando passando marcha
e nada de vaga
resolvo desistir
leblon ipanema copacabana
arrisco ir pra urca
invento uma vaga
já esperando a multa
não estamos nos falando
parece que você esqueceu que é meu aniversário e que eu posso
parece que eu esqueci que meu aniversário
não me possibilita de nada
o mar está uma lixeira
estou tão obsediada
que entro assim mesmo
afundo no raso e entre destroços e merdas cariocas
nado até bem longe
até bem fundo
olho pra você na areia
com a mão embaixo d’água posiciono minha
mão e ergo o dedo médio na sua direção
você faz uma carinha suave
como quem pede desculpas físicas ou faciais)
continuo com o dedo em riste pra você embaixo d’água
foi de propósito
Fonte: Recanto do Poeta

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