segunda-feira, 21 de maio de 2018

Fico Pleno de Amor Ao Ver-te, Lua, e Me Matas Com O Jeito Que Tu Brilhas, César Feitoza


  
Bela Lua quis fazer-te estes versos

Decassílabos brancos de pureza

Pois dos astros que têm a natureza

És tu, Lua o mais lindo do Universo

Ao falar das estrelas desconverso

Ao olhar os quasares, Brancas ilhas

Separados por milhares de milhas

Minha “Astra” mais perto é quem  flutua

Fico pleno de amor ao ver-te, Lua

E me matas com o jeito que tu brilhas 



Já cantei que teu brilho me tonteia

Fiz-te nova, minguante e fiz crescente

Quero agora através do meu repente

Te encantar e também fazer-te cheia

Tu não vês que teu lume me clareia

Me entorpece e me faz perder a trilha

Viro cão seguidor da tua matilha

Me deslumbro ante a beleza tua

Fico pleno de amor ao ver-te, Lua

E me matas com o jeito que tu brilhas 



Se estás triste eu padeço, sofro e choro

Se alegre, dou pulos de folia

Pois teu sorriso branco me alumia

E ao ver tua alegria eu comemoro

Pra não te ver chorar eu peço e imploro

Sou palhaço, provoco, boto pilha

E se meu coração por ti fervilha

Faço versos em homenagem sua

Fico pleno de amor ao ver-te, Lua

E me matas com o jeito que tu brilhas 



Eu já disse sou cão velho e carente

Dos açoites da vida machucado

Mas as plantas de amor do meu roçado

Quero vivas, viçosas novamente

E tu, Lua, plantastes a semente

Da paixão, essa doce armadilha

E senti novamente a maravilha

De uivar de paixão aos cães da rua

Fico pleno de amor ao ver-te, Lua

E me matas com o jeito que tu brilhas


Quanto mais te conheço, me encanto

E me entrego ao prazer de admirar-te

E às vezes eu tento evitar-te

No afã de não revelar-me tanto

E então absorto no meu canto

A espreita como se em uma guerrilha

Com sobejos de dor em minha vasilha

Como um cão que, de amor, sofre e jejua.

Fico pleno de amor ao ver-te, Lua

E me matas com o jeito que tu brilhas



Doce Lua eis aqui o meu tributo

Com dolentes palavras amorosas

Embalado com o perfume das rosas

Ansiando que as flores dêem frutos

E pra eu me sentir absoluto,

E me encher de prazer nesta vigília

Me embrenhar nos sertões que o amor ladrilha

Necessário se faz que retribuas

Fico pleno de amor ao ver-te, Lua

E me matas com o jeito que tu brilhas

Nota: o blog mantve a grafia original
Meu agradecimento ao Prof. César Feitosa que cedeu o poema  para a postagem.




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