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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Receite Um Livro, Fernando Azevedo

O trabalho científico com uso de ressonância magnética e acompanhamento clinico de crianças, mostra o valor da leitura para a faixa de 0 a 6 anos de idade, época em que as sinapses neurais estão em franco desenvolvimento.

Parece incrível, mas os trabalhos hoje começam com crianças prematuras em berçários. Crianças com algum retardo de desenvolvimento também apresentam progressos francos se submetidas à contação de histórias, a leitura de textos em voz alta e com modulação necessária à compreensão e interesse do me nino ou menina. Fazendo isso enquanto ainda não sabem ler, fabrica-se leitores.

A explosão de vendas de livros para colorir que teve como alvo principal idoso estão também tendo o maior sucesso na infância, pois a partir do dar cores às figuras pode-se também criar histórias. 

Poesias também são muito indicadas e se a criança dorme durante a leitura não interprete como falta de interesse, mas muito ao contrário, a contação de história leva ao relaxamento para um bom sono e um d…

Outra Carta da Dorinha, Luis Fernando Veríssimo

Recebo outra carta da ravissante Dora Avante.      Dorinha, como se recorda, acidentou-se no último carnaval, quando desfilou na Sapucaí como madrinha da bateria de uma escola. Ela não conseguiu acompanhar o ritmo da escola e foi atropelada pela bateria. Além dos arranhões e da perda de miçangas sofreu o que ela chama de “escoriações morais”, pois foi bem na frente do camarote da Brahma.      Este ano Dorinha desfilará outra vez como madrinha da bateria, mas de patinete. Como todos os anos, ela preparou-se para o carnaval internando-se no Pitanguy durante quatro meses, só saindo de lá com a garantia de que nada que foi esticado se soltaria na avenida, por mais que ela rebolasse.      Dorinha também diz que... Mas deixemos que ela mesmo nos conte. Sua carta veio em papel roxo, escrita com tinta carmim e cheirando a Mange Moi, o perfume que tira o sono Papa. “Caríssimo! Beijíssimos!      Sim, estarei na avenida de novo, recordando meus velhos triunfos.      …

Regresso, Alda Lara (Poesia da África)

quando eu voltar,
que se alongue, sobre o mar,
o meu canto ao creador!
porque me deu, vida e amor,
para voltar...


voltar...
ver de novo baloiçar
a fronde magestosa das palmeiras
que as derradeiras horas do dia,
circundam de magia...
regressar...
poder de novo respirar,
(oh!... minha terra!...)
aquele odor escaldante
que o húmus vivificante
do teu solo encerra!
embriagar
uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
com o tom da tua paisagem,
que o sol,
a dardejar calor,
transforma num inferno de côr...

O Intérprete, Moacyr Scliar

Sou recebido pela empregada que, em silêncio, me conduz à sala de jantar. Já estão sentados à mesa, o pai, a mãe,o filho. Mas ainda não começaram a refeição; esperam-me. Estou atrasado. Como não tenho carro, vim a pé, demorei-me.     À minha chegada, erguem-se vivamente a cabeças. A do pai, grisalha. A da mãe, grisalha também, apesar da tintura. E a do rapaz, raspada ( é, pelo que sei, uma forma de protesto). Os óculos - os três usam - cintilam à luz das fortes lâmpadas, ocultando os olhos e a expressão neles existente, qualquer que seja: raiva, ou medo, ou mágoa, ou mesmo esperança.    Levantam-se, o pai e a mãe; vêm ao meu encontro. Trocamos cumprimentos e comentários sobre o tempo. - O inverno está terrível - diz ela -, deixa a gente doente. - Concordo; está com os olhos congestos; pode ser choro, o que me causa pena - afinal, somos parentes, primos em segundo grau. Mas pode ser também que esteja simplesmente gripada; não se deve dramatizar a vida, não em demasiado, ao menos.     …

Vendo Meus Livros

Amigos, estou esvaziando minha estante. Quer levar por preço baixo livro em bom estado e ainda me ajudar  a fazer a biblioteca de uma escola pública do interior? O que for arrecadado aqui, vai ser convertido em livro infantil.  Aguardo você.



Cançãozinha Para Tagore, Cecília Meireles