Pular para o conteúdo principal

Livros devolvidos!!

O Rick  é nosso companheiro de leitura já há alguns anos. Garoto de confiança. Por isso ofereci e emprestei uns livros a ele, até sugeri que compartilhasse a leitura com o irmão, a mãe...Assim foi feito:  García Marquez e Yoani Sanchez ficaram bastante tempo no interior de São Paulo. Nunca cobrei . Ele sempre soube que podia demorar o necessário. Me devolveu e eu recebi hoje. Fiquei feliz de um modo diferente. Sempre fico satisfeita quando recebo algum livro enviado por meu grupo de leitura, só que desta vez foi diferente. Notei que me senti bem como se revisse amigos de longa data. Infelizmente não sou  amiga nem de curta data de Gabriel García Márquez, mas fiquei feliz pra caramba. Francamente nem eu me entendi.  Voltaram 3 livros. Viver Para Contar:  imperdível para quem leu e quem não leu Cem Anos de Solidão. Os leitores vai descobrir de onde ele tirou o quarto dos penicos e as demais bizarrices. Os  não leitores vai descobrir o que ele é capaz e fazer com o mesmo quarto de penicos e bizarrices. 
Os outros dois livros devolvidos foram: Eu Não Vim  Fazer  Um Discurso. Sobre esse livro já falei no blog. Recomendo a todos que gostam de G.G.Marquez e sugiro aos iniciantes. De Cuba com carinho de Yoani Sanchez, que também já comentei neste blog.



Este blog, concorre ao prêmio TopBlog 2013. Para votar, clique aqui.  A blogueira agrade.

Comentários

  1. Regina... Muito bom receber as crias depois de uma longa viagem! Depois é trocar ideias, saber como foi a leitura, etc... Confesso: voltei a ter prazer em emprestar livro depois do "Livro errante". Antes era um apego sem fim...e com as minhas esquisitices, não tinha com quem comentar o livro...

    ResponderExcluir
  2. Janete, quando gosto de um livro, ah petulância, imagino que os demais também vão gostar. Fico ávida por encontrar alguém (responsável,claro) que queira ler e logicamente comentar. LE me ajudou tanto em exercitar a partiha quanto em conhecer autores e livros novos. O blog exigiu muito mais, de modo que tenho o maior carinho e gratidão por ele e pelas pessoas que estão e passaram pelo velho orkut. beijo.

    ResponderExcluir
  3. Também quando gosto, penso assim. Quanto ao Gabriel Garcia Màrquez, é bem interessante, pois li "Cem anos de solidão" quando eu era muito jovem e foi uma paixão avassaladora. Lembro bem, pois fiquei muito tempo no quarto de porta fechada. Vinha um e batia, mas como eu não respondia de volta, a porta foi quase abaixo. É uma intriga, um emaranhado de fatos, que exige muito do leitor. E então fui buscando mais e mais... te peço: quero a ponta dessa fila pro teu Gabriel... rs... VINDE!

    ResponderExcluir
  4. Envio Viver Para Contar com o maior prazer, Janete. Minha filha, a primeira da fila, porque prefere ler este depois do Cem Anos que ainda não pode começar. Ela, como nós, tem sempre uma fila de livros na estante... Informo tão logo envie.
    beijos.

    ResponderExcluir
  5. Gabriel Garcia Marques é incomparável. Desconhecia o livro da Ioani Sanchez; vou ler e também a sua postagem sobre ele.

    ResponderExcluir
  6. Adelson,
    Gostaria de ser vizinha de GGMárquez e Vargas Llosa. Penso alto, não?
    Sobre Yoani, você pode conhecê-la diretamente pelo blog, de onde foi feito o livro:
    http://www.desdecuba.com/generaciony/

    Abraço.

    ResponderExcluir
  7. Para mim, Cem anos de solidão é o melhor livro que já li. Tanto que li três vezes e guardo, porque sei que um dia desses vou querer ler outra vez. Fiquei curiosa para ler "Viver para contar". Será que você me empresta?
    Logo que terminar ele retorna pra casa novamente. rs...

    ResponderExcluir
  8. Sem dúvida, Márcia. Breve chegará aí.
    bj

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A Formiga Boa, Monteiro Lobato

Houve uma jovem cigarra que tinha de chiar ao pé do formigueiro. Só parava quando cansadinha; e seu divertimento então era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.      Mas o tempo passou e vieram as chuvas. Os animais todos, arrepiados passavam o dia cochilando nas tocas.      A pobre cigarra, sem abrigo em seu galhinho seco e metida em apuros, deliberou socorrer-se de alguém. Manquitolando, com uma asa a arrastar, lá se foi para o formigueiro. Bateu - tic tic-tic...      Aparece uma formiga friorenta embrulhada num xalinho de paina.      - Que quer? - perguntou, examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir.      - Venho em busca de agasalho. O mau tempo não cessa e eu vivo ao relento.      A formiga olhou-a de alto a baixo.      - E que fez durante o bom tempo, que não construiu uma casa?

Era uma vez...Adivinha adivinhão, Luis da Câmara Cascudo

Era uma vez um homem muito sabido, mas infeliz nos negócios. Já estava ficando velho e continuava pobre como Jó. Pensou muito em melhorar sua vida e resolveu sair pelo mundo dizendo-se adivinhão. Dito e feito. arrumou uma trouxa com a roupa e largou-se.      Depois de muito andar, chegou ao palácio de um rei e pediu licença para dormir. Quando estava jantando, o rei lhe disse que o palácio estava cheio de ladrões astuciosos. Vai o homem e se oferece para descobrir tudo, ficando um mês naquela beleza. O rei aceitou.

Clínica de Repouso, Dalton Trevisan

Dona Candinha deparou na sala o moço no sofá de veludo e a filha servindo cálice de vinho doce com broinha de fubá mimoso.      Mãezinha, este é o João.      Mais que depressa o tipo de bigodinho foi beijar a mão da velha, que se esquivou à gentileza. O mocinho servia o terceiro cálice, Maria chamou a mãe para a cozinha, pediu-lhe que aceitasse por alguns dias.     Como pensionista?     Não, como hóspede da família. Irmão de uma amiga de infância, sem conhecer ninguém de Curitiba, não podia pagar pensão até conseguir emprego.      Dias mais tarde a velha descobriu que, primeiro, o distinto já estava empregado (colega de repartição de Maria) e, segundo, ainda que dez anos mais moço, era namorado da filha. A situação desmoralizava a velha e comprometia a menina. Dona Candinha discutiu com a filha e depois com o noivo, que achava a seu gosto a combinação.     Sou moço simples, minha senhora. Uma coxinha de frango é o que me basta. Ovo frito na manteiga.