domingo, 31 de julho de 2011

Crônica cantada: Márcio Faraco


Na Casa de Seu Humberto
Márcio Faraco

Na casa do meu avô
Seu Humberto Faraco
Eu subia no telhado
Pra roubar goiaba do seu Paco


Minha avó atrapalhada
Confundia o nome da gente
Chamava o Nélson de Jova
E eu de um nome diferente


Desce daí Néquinho
Sérgio, Flavinho, Mário, Darcy
Até acertar o meu nome
Eu já nem «tava» mais ali


Nós éramos três meninos
Numa confusão de gurias
Eu, o Nélson e o Jova
Filho de Beatriz, minha tia


E aí veio Giulianna
Logo depois a Caroline
Thaís chegou há pouco
Na família das meninas

Antes era Lulu and Lili,
Gica, Bribri, Gyssia e Cristina
Ah, quanta guria solta
A atazanar a Constantina

Eu me lembro desse tempo
Guilherme não tinha nascido
Na cristaleira, todos os doces
Antes do almoço era proibido

Eu vou contar agora
O que ninguém nunca revelou
A chave da cristaleira
Ficava em cima do armário do vô