quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Analfabetos, Apesar da Escola...


Creio que esta é minha terceira postagem, sobre esse mesmo assunto. Está repetitivo? Claro que sim. Tanto quanto a divulgação das pesquisas sobre a má qualidade do ensino. A novidade? Nenhuma. O descaso? Ah, esse sim: TODO. Mas até o descaso não é novidade. Não vai demorar muito e veremos o maior estádio de futebol do país, lotado de pessoas escrevendo como o torcedor ao lado. Alguém sabe o que este "alfabetizado" da imagem ao lado quis dizer?  Dê seu palpite!

Maioria dos analfabetos de 8 a 14 anos está matriculada em alguma escola(Agência Brasil)
     RIO - O ensino fundamental está praticamente universalizado no Brasil entre as crianças de 7 a 14 anos (97,6% freqüentam a escola), mas a quantidade de matrículas não se traduz em qualidade da educação. É o que revelam dados da Síntese de Indicadores Sociais 2008, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
     A pesquisa, baseada em informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, mostra que no ano passado 1,3 milhão de crianças de 8 a 14 anos de idade não sabiam ler e escrever (5,4% dessa faixa etária). Desse total, 1,1 milhão (84,5%) freqüentavam estabelecimento de ensino.
     O estudo também mostra que 1,7% dos brasileiros que não sabem ler e escrever têm 14 anos (58,1 mil), idade em que já estariam perto de concluir o ensino fundamental. Porém, quase metade dessa grupo (cerca de 29 mil adolescentes) era analfabeta, mesmo freqüentando a escola.
     O cruzamento de dados mostra também que os brasileiros de até 17 anos são as mais afetados pela pobreza. As pessoas nesta faixa etária são maioria entre os 30% mais pobres da população (com rendimento mensal de até meio salário mínimo per capita), segundo a Pnad 2007.
     De acordo com o IBGE, uma das explicações para essa realidade é que as famílias com rendimentos mais baixos têm mais filhos. Outra hipótese é que muitas mães não podem trabalhar para cuidar das crianças e, assim, não geram renda. A maioria das crianças nessa situação vive nas Regiões Norte e Nordeste.

5 comentários:

  1. Vou tentar adivinhar a tabuleta:

    Em DEUS creio.

    Acertei?

    Ladyce

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  2. Vou tentar, pq lido muito com isso, nas minhas aulas de Química, tem cada enigma que tenho que identificar...rs!

    Acho que ele disse: Adeus, Série D!

    Acertei?

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  3. Olá! quase isso Dama das Camélias.
    Como vc colocou ele se despede da série D. Chegou perto. Mas, trata-se de um torcedor do Santa Cruz F.C um time do Recife que está jogando mal e perdendo todas. Atualmente está na série C e a continuar desta forma cairá para a série D. O torcedor, portanto, quis dizer: Adeus. Série D - ou se mais explícito: "Adeus! Vamos para a série D"

    Abraço

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  4. Regina: Não seria "Adeus. Serei D"?
    Os problemas com o uso da letra "s" infelizmente são muito comuns.

    Na verdade, fica difícil ir adiante quando sequer necessidades básicas são atendidas.
    E o que se observa é que dificuldades de leitura e escrita estão se tornando comuns também em escolas onde a pobreza não é o ponto principal. Perdemos o rumo.

    Hoje, percebo escola, família e "sociedade" como áreas completamente isoladas, cada um fechado dentro de seus próprios muros, mesmo que em teoria o "diálogo" esteja tão na moda.
    Os alunos pulam de um para outro espaço, sem encontrarem ligação ou eixo que os una. E não conseguem participar de algo que não sentem real.

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